Arquivo do mês: setembro 2008

:(

Tive um mini incêndio aqui em minha cozinha. Estava fritando quibe (hehe) e, de repente, a panela começou a pegar fogo. o_O Alguém me explica isso, please.

Acho que a bucetuda da panela que comprei no IKEA era realmente barata demais. Resultado: o fogão não liga. Lá vou eu ligar para a manutenção e me enfiar em mais uma guerra de facão, já que é necessário brigar para conseguir qualquer coisa em Dubai.

Assustador foi presenciar uma labareda a poucos centímetros de meu rosto e minhas mãos. Optei pelo cobertor de segurança que temos aqui para acabar com o fogo por abafamento e fiquei de stand by com o Hallon. Coisas que aprendemos quando aeromoçamos.

😦

Que merda.

Vou ter que ligar no libanês para pedir a janta (ou almoço às 23h30, já que acordei às 18h30 após retornar de Paris). Só porque comprei tudo para preparar pullao rice e dhal, amanhã.

E como sou gorda e não desisto nunca, fui checar se os quibes, pelo menos, estavam prontos dentro da frigideira tostada. Estão sim. E estão deliciosos.

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Arquivado em cotidiano, Dubai, merdão, pobrema

zente

O prefeito de uma capital indiana voou comigo e era um gato! O pior flertada do mundo é descobrir que a pessoa é VIP, huahuahua. Me sinto tipo “não vou porque não tenho roupa”.

E na volta tinha um indiano que era o Lawrence Llewelyn-Bowen masala. Xônei.

Sei que vocês devem estar lendo esse post assim: o_O…

Mas, como diria Lynette, minha favorita dona-de-casa desesperada: quando você está casada, flertar é sua única opção. Que mal faz eu não sei. Só sei que faz um beeem pro ego. Para a pessoa flertante e para flertada. E nada más, nothing beyond, nunca trouxe um cartão ou bilhete para casa, ficam todos no lixo. Khallás, khallás.

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Pequim para Índio Chiquinha

Estive em Pequim durante as Olimpíadas e fiquei doente paporra, como ja aqui postei. O que ainda não havia postado, ainda, foi meu programaço de cacique na famooosa Lao She Teahouse. Explico: dizem os guias de viagem que essa casa de chás é o must see de Pequim para quem gosta de ópera chinesa, acrobacias, chá, dança e tudo isso que a gente vê nesses filmes de chinês voador (Clã das Adagas Voadoras, The Curse of the Golden Tulip etc). Não preciso nem dizem que saí tinindo de alegria do hotel com meu bilhete na primeira fileira para ver tudo o que a turca gosta.

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Cheguei toda serelepe no estabelecimento e fui recebida por um homem vestido de Chou 丑 (o personagem que dá o tom cômico para a ópera chinesa). Nem preciso dizer que fugi da criatura. Tipos, odeio interação espetáculo-público.

Lembro de uma vez, no início dos anos 80, vovô (que trabalhava no gabinete do prefeito e era miguxo do Jânio) conseguiu um ingresso mega VIP para o Circo de Moscou. Na época esse circo era tipo a área VIP da The Week da criançada. Só as bunitahns. Depois de tanto sangue e suor e lágrimas, estávamos na primeira fila e um palhaço quis interagir comigo. Fiz aqueeeele escândalo, aquela choradeira que só a turca sabe fazer. Foi uma comoção, super climão e tive que ser offloaded do espetáculo. Huahuahua. Odeio palhaços, porra. E mágicos. E chimpanzés que andam de bicicleta no picadeiro. Odeio chimpanzés, period.
Voltando ao assunto…

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Desculpem-me pela foto tremida. Tenho muita preguiça de carregar o tripé da minha câmera worldwide. Mas essas neusas estavam tocando chá. Explico. Vejam a neusa da esquerda. Ela estava usando potinhos de chá para produzir sons. Nem ficou tosco, ao contrário, o som era muito bonito. Chinês sabe fazer as coisas. Ninguém diz que a sua Luis Vuitton é de Shanghai, né. Fo-da.
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No primeiro andar do estabelecimento há uma exposição de bonecos (e uma lojinha, lógico). Achei bem pândego, adorei, queria levar todos. Mas os preços eram bem proibitivos (tipo 10 mil dólares, a chinesada viajou gostoso na primeira classe da Maionese Airlines). Mas hiperventilei quando vi isso aqui:

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Não sei explicar. Acho que na vida passada fui uma neusa porque pago um pau-Brasil pra cultura desse povo (até espetinho de escorpião eu como!). E hiperventilei quando vi esse boneco. Porque sou tarada por ópera chinesa, especialmente pela imagem das Dan 旦, especialmente pelas wudan (personagens femininos que lutam bacarai). Mas never que iria desembolsar 18 mil dólares nesse boneco. Com esse dinheiro compro um carro e ainda me sobra troco pra comprar um refresco.
Então subi para o primeiro andar da casa de espetáculos…
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Uhu, primeira fileira. Mal sentei e já me trouxeram as guloseimas:

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Um potinho de chá de jasmim sem açúcar. Meio foda tomar chá de jasmim sem açúcar nenhum. Sou muito inguinoranti e gosto mesmo é de chá preto com leite e muito açúcar (pakistani me). Ou chazinho de camomila com muito açúcar. Ou chá de limão com mel. Enfim, adoro chás desde que sejam melados e nada amargos.
Aquelas frutinhas vermelhas eu não sabia o que era. Eram azedinhas de uma forma não muito, er, confortável. Espero que fossem frutinhas. Mas em se tratando de China, vá saber (e não lim de lato aglidoce ou essas esquisitices do Wangfujing Market). Os pistaches eram pistaches, uai. O doce que parece sushi era feito de feijão, os outros também. Mas com a fome que eu estava, adorei. E o doce dentro do pacotinho era alguma cereja (ou parente das berries) coberto com uma calda açúcar bem dura que desisti de quebrar pelo amor aos meus dentes.

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foto do recinto ainda vazio…
E eu que toda feliz estava porque assistiria ao espetáculo na primeira fila, muito puta fiquei quando meus companheiros de mesa chegaram. Praticamente a família triceratops. Bloqueavam minha visão lateral. Grrr. E um dos chineses nem pra esperar o lanche chegar e tascou a mão nos meus pistaches. Vá se foder esse comunismo. Sou capitalista, de direita, libanesa e arretada. Não gostei nada dessa demonstração socialista. Não nos meus pistaches. Mão chinesa no pistache dos outros é refresco.

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O espetáculo começou com a casa cheia. O primeiro número: cantoras chinesas que cantam e tocam com velas na boca. WTF? Conheci um tiozinho que tocava tambor com o pé, sanfona com as mãos e gaita lá na Praça da República. Era a cara do Alceu Valença.

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Aí chegam as chinesas de borracha e começam a se contorcer e equilibrar coisas na testa, boca, enfim, onde der. Então parei de tirar fotos porque um chinês chegou no meu cangote e disse: NO PICTULOS. Tá bom, então.

A noite seguiu com um número de mágicas daquelas bem mixurucas de buffet infantil: enrolar uma argola na outra, colocar fogo na panela, fechar, abrir novamente e jogar papel picado na galera, a carta que some atrás dos dedos e zzzzz… Então o mágico pede a participação do público (e eu quase me escondendo sob a mesa, mas nem precisei, afinal, a família triceratops me deixava invisível) e, lógico, quem sobe é o turista americano gordinho que precisa de atenção. Queria sair correndo do lugar, mas tinha me custado uma grana boa e estava esperando pela ópera.

O ballet chinês era bem bonito. Foi um dos poucos números que gostei (na verdade só gostei desse e da micro-ópera). Quem não se lembra de Zhang Yiyi em Clã das Adagas Voadoras?

http://www.youtube.com/v/enUewoV4gic&hl=en&fs=1

Chupinhei a tradução do blog da Sarah:

Uma beleza rara do norte
Ela é dama mais bela da Terra
Um olhar seu, a cidade treme
Um segundo olhar, deixa a nação em ruínas
Nunca houve em cidade ou nação
Uma beleza tão venerada
Ainda tive que aguentar um chinês que equilibrava uns cachepots enormes na testa…

Enfim, a ópera… Não durou 15 minutos e fiquei com sensação de quero-mais. Uma microinterpretação do “Bracelete de Jade” (onde a mocinha finge perder seu bracelete como pretexto para conseguir a atenção e o amor de um jovem comerciante) muito graciosa e divertida. Mas o ator que interpretava o mocinho era meio, hm, pós balzaco demais para convencer ser tão mocinho assim. Nada contra, mas ele estava tão caído que, com toda aquela maquiagem, parecia mais a Fofão (aquela drag cheia de silicone industrial que ronda a Rua Augusta e me faz cagar de medo).

Os números eram entrecortados pelo espetáculo do chá. Que era uma belasmerda duma chinesa enfiando uma flor de plástico (plástico, fucking plástico, 380 Yuen no bilhete pra ver for de plástico) num vaso, trocando água de copos com os dedinhos mindinhos levantados. Esperava algo um pouco mais elaborado, delicado, gracioso… Nem tão plastificado.

Conclusão: achei bem clichê. Mas se você gosta daqueles espetáculos de cruzeiro do Splendour of teh Seas, é bem capaz que se divirta um bocado. Sorry, mas sou muito blasé para espetáculos, circos, mágicos, Cirque du Soleil, essas coisas. A ópera chinesa que assisti em minha primeira viagem a Beijing era muito mais agradável, despretenciosa e me surpreendeu com uma cena de luta maravilhosa com acrobatas, espadas, figurinos esvoaçantes, mandarim cantado em agudos e tudo isso que a turca gosta.

Para quem quiser “se divertir a valer”:

Lao She Teahouse
3 Qianmenxi Dajie
Beijing, 11 100051 China
+84 10 6303 6830
(fica perto da Qian An Men)

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Eu adoro o terceiro o mundo!

Porque somos pobres, mas somos limpinhos. Porque somos do terceiro mundo mas nos divertimos horrores! 🙂

Juliet (Quênia), Maria (Paraguai), José (Brasil), Hetzel (Venezuela), libanesa (dã) e Siom (Etiópia).

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Meu cu é despojado.

Deu no UOL Moda (onde mais?) que a Praça Benedito Calixto é para “despojados”. Ok, isso eu já sabia. Todos os maconheiros e fãs das músicas dos festivais da minha sala na faculdade a-do-ra-vam as roupas de brechó desse lugar.

Particularmente acho a Benedito Calixto um erro. A famosa feira de antiguidades é, na verdade, uma coleção de velharias que ninguém mais quer. Feirinha de antiguidades mesmo era aquela do Iguatemi (não sei se continua boa, mas antigamente era chuchu beleza) ou os leilões que minha avó peruona, a saudosa dona Diva Giannini, frequentava.

E o povo é um cruz-em-credo com dor de barriga que me dá uma preguiça… Modernete de brechó. Aquelas meninas que vestem bermuda em cima de meia calça com camisa e boina e, no final, parece menino… Na minha casa isso se chama cafona, mas na Praça Benedito Calixto, isso é ser “despojado”.

Achei a matéria tão infeliz que chegaram a fotografar uma bolsa Adidas de um estudante. Olha, até o porteiro do meu prédio aqui em Dubai tem uma bolsa Adidas. Ok que ele comprou no Karama (a nossa 25), mas o estilo é o mesmo e o Mahesh é um indiano cheio de garbo (huahuahua eu adoro, o único problema é o bigodinho de porteiro… mas como ele é porteiro…).

Se tem coisa que eu não suporto é roupa de brechó. Tipos nojinho de usar second hand clothes. Tipo… Sabe lá quem vestiu isso antes. Se tinha psoríase, coceira, micose, biru biru ou xanha.

Confesso que adoro usar terninho com calça jeans e sapatênis. Mas meu tênis não é conga (nem digo o que é para não ser sequestrada, huahua), meu terno não é de brechó. E o lenço no pescoço eu não achei numa banquinha da Teodoro (compro na Harvey Nichols, chora periferia).

O mais hype da galera é dizer que garimpou tal peça em uma “feirinha dessas na França”. Ok. Eu não chocho esse lado esnobe porque sou o mesmíssimo porre, olha só meu Valentino que comprei em Roma. Mas fico impressionada como o povo vai pra gringa e traz coisa feia. Coisas iguaizinhas àquelas que você vê em feirinha hippie do Embu.

Mas o que mais me chamou a atenção foi ver que tem gente que ainda usa sandalinha Melissa com meia. Oh my God. That’s so 1999!

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TPM

Tem dias que a TPM bate…

http://www.youtube.com/v/_ifYax8Smoc&hl=en&fs=1

(I’m a dogs person anyway)

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Suji Halva

E no oitavo dia criou a Suji Halva. Um doce indiano de semolina que comi ajoelhada rezando pra Allah, Yemanjá, Khrishna, Quetzalcoatl, Tutatis, you name it. Fiodaputa do marido me apresentou essa belezoca na primeira vez em que estive no Paquistão.

Pra quê?

Doce de semolina (cresci com vó italiana casada com libanês, logo, ela mandava ver no doce de semolina árabe) + nuts = meu Deusu!!! Muito bom!!!

Comprei um genérico no Carrefour: você tira o envelope da caixinha, joga na água fervente por 5 minutos e pá, tá pronto. Quando abri o pacotinho quase desmaiei de nojinho com aquela massaroca sólida bezuntada de ghee (manteiga clarificada) que saiu em um pedaço só. Mas comecei a esfarelar com o garfo e o cheirinho de semolina quentinha tomou conta do ar.

E na primeira garfada, péééim, lá estava eu no paraíso.

Fica quase igual ao que você compra na biboquinha do Jans lá em Peshawar. Eu digo quase porque a biboca do Jans é uma experiência adocicada sem-igual.

Pra quem quiser experimentar… Apele aos amigos que vivem na Índia, Emirados Árabes (10 reá e eu levo), Inglaterra, Estados Unidos ou qualquer lugar chei daquela gente do subcontinente.

Para comer assistindo ao clipe de “Tere Liye”, tema do “Veer and Zara” (me caguei de chorar nesse filme).

Avaliação: 5 quibes (Mashallah!)

P.S.: Mais um post inspirado no blog do Clayton.

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