Arquivo do mês: dezembro 2008

Feliz Ano Novo

Feliz ano novo a todos meus leitores e amigos. Como vocês devem ter lido, a queima de fogos foi suspensa em Dubai, uma ação louvável do governador do emidado, Sua Alteza Sheikh Mohammed bin Rasheed Al-Maktoum.

Sinceramente, sempre detestei viradas de ano. E acho sensacional essa puxada de orelha nessa gente com pouca educação e muito dinheiro. Enquanto eles bebem tem gente perdendo um filho, uma mãe, um pai.

Feliz 2009.

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Incredible United Arab Emirates.

Ontem finalmente cruzei com minha flatmate filipina (não a vi em dezembro). Ela me contou uma história que me caguei de rir:

Estava ela linda e neusa indo para Ras al Khaimah, um Emirado próximo que dizem ter belas praias (juro, é pior do que Torres-RS), quando cruzam com um senhor de idade árabe obeso e molhado.

– Vocês devem chamar a polícia! Polícia!

O namorado australiano da neusa perguntou o motivo. O motivo estava no mar: uma cabecinha lááá longe.

– Estava navegando com meu amigo quando o uma onda bateu e a embarcação se rompeu.

Quando o casal viu uma cabecinha indiana nadando em direção ao náufrago para um poss[ivel resgate (!!!), ligaram. Pois a cabecinha indiana nadou, nadou, nadou. Não alcançou a cabecinha árabe e parou. A distância era grande demais e, obviamente, o indiano se cansou.

Chamaram a polícia, pois. E quando ela chegou, o árabe em terra teve que se explicar. Mostrou o que sobrou da embarcação.

Explico: era uma caixa de isopor dessas de colocar cerveja. Pois esses dois seres árabes obesos tentaram navegar o mar arábico com uma caixa de isopor.

Se morressem, mandaria pro Darwin.

Pois é. Isso e muito mais você só vai encontrar no Pará nos Emirados Árabes.

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Negócios dos chinas

Acabo de chegar de Pequim (ok, cheguei no dia 24 de tarde, isso é fato, mas a garrafa inteira de tequila que sorvi nas festividades não me deixou explanar nada, hic!) e estou bem puta.

Mamãe me deu um dinheirinho para eu torrar no Silk Market e trazer cacarecos chineses pros amigos. Em teoria os 100 dólares virariam um dinheirão para comprar reloginho do Mao, bonequinha chinesa e roupinha estilo Gong Li.

Lógico que funcionaria pra todo mundo. Mas não pra mim.

Olha, não me levem a mal. Eu sei pechinchar. Tá, não sou como minha falecida sogra ou minha energética cunhada – paquistanesas com certeza que transformam oitenta em oito. Vejam bem, meu sangue é meio misturado e a turquice pegou leve.

A questã é que não tenho saco e fibra pra agüentar a chinesada berrando com uma calculadora ao meu lado tentando me convencer que seu produto é a fina flor do artesanato local. Meu fiofó. Quem não sabe que aquela bagulhança é produto de trabalho infantil e aquelas mãozinhas pequenas não tem destreza suficiente para costurar algo decentemente? Os vendedores me puxavam de um lado para o outro, apertavam números absurdos em suas calculadoras e falavam muito próximo ao meu rosto que “very special price for very best friend from England”, O bato de alho batendo e eu cada vez mais irritada.

Sim. Amiga inglesa. Americana, canadense, you name it. Tudo menos baxiren (brasileira). Ou seja, olá menina branca com cara de gringa rica, seja bem vinda ao meu estabelecimento, vou arrancar sua pele e fazer você pagar uma fortuna.

Fizeram.

Porque eu queria uma bonequinha de uma dan (a figura feminina da ópera chinesa) ao melhor estilo Mei Lanfang. Custou 180 RMB (quem tiver saco de converter isso no XE Currency me diga como fui trouxa). E um casaco de inverno preto com nós chineses. Bosta. Encontrei e era como queria.

Ou seja: a economia chinesa, mesmo em tempos de crise global, deu um salto com a minha visita. Maldita pele branca e nariz arrebitado!

Saí do recinto batendo os pés e me enfiei no odioso Starbucks. Quando reencontrei meus colegas não preciso nem dizer que eles pagaram muito menos do que eu. Dois indianos, uma ganense e uma filipina. Ainda fizeram chacota da minha pataquada.

Negócio da China my ass. Agora compro tudo no aeroporto. Mesmo que seja tão caro quanto, ao menos o preço é fixo… Detesto essa história de “oi, cara de inglesa, você paga mais porque é branca de nariz arrebitado”.

E você, caro leitor, se estiver na China a passeio saiba bem que, caso visite esses centros de compra, recomendo que leve seu tacape e cocar e apito. Prefiro investir minha diária nos ingressos da Ópera de Pequim. Ah, sim, cultura, bendita. Sou nerd, perdi “Red Cliff” porque os ingressos estavam esgotados.

Duuuh.

Escreverei 100 vezes no quadro negro que “ao visitar Pequim, devo comprar ingressos para a ópera com certa antecedência” e 500 vezes “Silk Market meu cu”.

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Moskau, Moskau!

É. Tô indo pra Moscou em janeiro. Não uma, mas duas vezes! Uhu! Vou superar meu medo de infância – tinha medo de russos. Mas nunca o pavor que tinha dessa bichona embigodada do Dchinghis Khan…

Dschinghis Khan – Moskau
http://mediaservices.myspace.com/services/media/embed.aspx/m=2661015,t=1,mt=video,searchID=,primarycolor=,secondarycolor=

Ja, Russland ist ein Schönes land.

E se fingir que sou surda e muda não pagarei 600% a mais em algum souvenir – como acontece comigo em Pequim. Ah nem conto o nervoso que me deu quando vi a guria de Gana e a da Índia conseguindo preços beeeeeem menores do que eu na p*rra do Silk Market…

Ainda compro uma bota branca para usar com legging vermelha e casaco de vison falso (porque Karina for scum my ass).

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merry xmas

Huahuahua, FELIZ NATAL bicharada!
http://www.metacafe.com/fplayer/66518/indian_santa.swf
Indian SantaThe funniest videos are a click away

kkkk caguei!

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vou ali comprar cigarros e já volto (Feliz Natal)

– O Wall Street Journal publicou uma matéria sobre o estilo de vida glamuroso dos comissários de bordo da Emirates. Vejam a reprodução da matéria aqui no blog do Ben – roomate do Kah, minha libanesa favorita;

– Realmente não me enquadro. Porque acho esse povo cafona e pá, sou caseira.

– Ando estressada, menstruada, mal humorada e com computadores surtados. Minha TPM está como “hosana”… Nas alturas!

– Desculpem-me pelo supracitado chiste ruim;

– Vejam como será meu perrengue para tirar carteira de habilitação aqui em Dubai… Acho que vou comprar uma bicicleta.

– Não tô com peitica de não ter visto a puta véia. Porque a Joelma não me decepcionou e I had the time of my life com minha patota no CTN.

– Vou pra Pequim e já volto. Para arrumar os computadores da casa, passar o natal com mamãe e… Depois eu volto.

– Enquanto isso juntarei 180 tampinhas de Velho Barreiro. Com mais R$ 1,50 troco tudo por uma bola de futebol. Weehee.

– Soube apenas hoje do falecimento do marido da Susana Vieira. Adorei o macumbão. Su, roga uma pro meu ex?

– Feliz Natal pra vocês. Mesmo que vocês tenham esquecido do meu Eid.

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Vivo em um emirado árabe. Vejo de tudo por aqui. Convivo com mocinhas de uma certa parte da europa que saem às ruas de calcinha e baby doll e, quiçá, aprenderam a fazer bola-gato aos 5 anos com suas mamães. Ou mocinhos daquela parte do subcontinente que conseguem abandonar um veículo na pista do principal aeroporto do país e atrasa centenas de vôos.

Sinceramente, muita pouca coisa me surpreende.

Recentemente um grande amigo teve seu celular furtado em uma recepção no seu apartamento. Puta que pariu. Pão ovice tem limites. Isso me faz perder todo o tesão de receber gente em casa. Acho que passarei o natal no quarto assistindo House.

Porque gente canalha em qualquer canto do planeta.

Ilustro minha revolta com esse vídeo. Para refletir.

http://www.youtube.com/v/oy_XEvEjE3Q&hl=en&fs=1

* roubei do Celso Dossi, lógico.

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