Arquivo do mês: abril 2010

baixo esoterismo e analfabetismo funcional

Tô viciada na Rádio Mundial. Ouvi pencas no streaming aqui em Colombo.

Dedico a minha mamãe.
* thanks, Marcelo, you made my day (em inglês)
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Telefone em Manila

Genial, tipo… Genial. Deus abençoe as Filipinas.

http://www.youtube.com/v/88RNU719AYE&hl=pt_BR&fs=1&

* Salamat po, Andrei! :*** Malake susu, makate titiiiii!

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Arquivado em filipino, video

mórreu :(

bubucentauro says: (13:17:27)
cuma?
bubucentauro says: (13:17:35)
peter steele morreu?
bubucentauro says: (13:17:46)
o do type o negative?
Juliana says: (13:20:30)
sim, mortim da silva
bubucentauro says: (13:21:09)
to lendo na net… parece que deu parada cardiaca, ne?
Juliana says: (13:21:13)
sim
Juliana says: (13:21:24)
nao que eu adorasse ele, mas…
Juliana says: (13:21:32)
ate que eu gostava de algumas musicas
bubucentauro says: (13:22:21)
um minuto de silencio pela black number one, que e uma musica do cacete…
bubucentauro says: (13:22:47)
e pelas fotos da playgirl, porque aquilo sim foi queima-filme bacarai
Juliana says: (13:25:08)
ah sim
Juliana says: (13:25:22)
mas que deve ter vendido pra cacete, ah isso deve viu
bubucentauro says: (13:25:50)
foi a primeira foto de piru em riste que vi na vida. Imprimiram e levaram lá no Mackenzie.
Juliana says: (13:26:19)
Acho que foi minha primeira tambem, voce me passou o link
bubucentauro says: (13:26:23)
aaaah… aliás, pelo que eu me lembre, fui eu e a Rebeca que encontramos as fotos e imprimimos. Huahuahua.
Juliana says: (13:26:36)
deve ter sido, eu vi porque voce me passou o link
Juliana says: (13:26:42)
=P
Juliana says: (13:26:58)
e tive que fechar a janela rapidamente porque minha tia tava chegando perto
…..
Não entendeu? Bem, Peter Steele era o vocalista de dois metros e voz de barítono da banda Type O Negative. Não curtia muito metal gótico, mas algumas músicas eram boas e até hoje gosto da Black Number One. Mas o que pegou no currículo do tio é que ele posou nuzim na Playgirl, em 1995. Eu, ainda tão criança, fiquei chocada com o que vi. :@
Anyway, R.I.P, Peter. 😦

http://www.youtube.com/v/F5O6wmi_OMI&hl=pt_BR&fs=1&

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lazy on a saturday afternoon

Sábado de manhã nos Emirados Árabes da Índia, tomando meu chá Dilmah made in Sri Lanka após folhear uma cópia gratuita de 7 Days que peguei na recepção – o jornal mais próximo a qualquer esboço de imprensa marrom aqui na Dubahia – que diz que ninguém mais pode ser amigo do Bin Laden no Facebook porque o mocinho foi banido da rede social.

Ah, as manhãs com chás e leituras aleatórias. A mudança de apartamento e o fechamento provisório do youtubíl me ajudaram a recuperar velhos hábitos: minhas leituras tão ecléticas durante o desjejum.
Aguardo meu melhor amigo despertar de seu sono de beleza para ir ao vizinho Mall of the Emirates para comer sushi e comprar um shoerack para nosso closet de sapatos (sim, Mari e eu somos Imelda Marcos wannabes). E, lógico, frolic on a saturday afternoon.
Enquanto isso me pergunto se consigo achar o “Bordados” da Marjane Sartrapi por aqui. Persépolis não foi gongado, logo, quem sabe – tenho esperanças. Também vou passar na Virgin para ver se “My Name is Khan” já está nas prateleiras. Porque se aquela chatice do Avatar está… Enfim, hm hm.
Bom final de semana! Vou vencer a preguiça e fazer o que tenho que fazer nesse dia off. E rezar para ganhar um vôo longo na reserva, weehee.

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festinha da empresa

Vai ser uma merda, mas estou fazendo esse esforço hercúleo pela socialização com minha nova e amada flatmate e porque meu melhor amigo quer ir a esse programa de índio. Qual a probabilidade de encontrar pessoas interessantes em uma festa dessas? Bem menor do que a probabilidade de encontrar pessoas que não gosto, lógico. Mas estarei lá firme e forte com meu tacape e meu apito na bolsa. Eu, os pataxós, as inglesas piranhudas com a pedicure no no bico do corvo, os txucarramães, os indianos com óleo no cabelo, os tupi-guaranis, as filipinas embriagadas miando por atenção, os aimorés, as búlgaras desfilando suas roupas da Bebe, os bororo e todo o resto de nome de rua do bairro de Perdizes e Moema. Vai ser uma merda, mas estarei lá. Estou me sentindo gorda e insegura e sei que vou encontrar gente que tá se achando depois de minha retirada estratégica da Sheikh Zayed Road. Vão falar mal de mim, mas que se fodam. Adoro minha nova flatmate e meu melhor amigo. E sei que vou esbarrar em conhecidos queridos.

Que falem, que critiquem meu vestido, que digam que minha Victor Hugo é do Karama. Que se fodam. Isso só dá um boost no meu ego, afinal, falem mal mas, pelamor, falem de mim. E digam, no final: aaaah, libanesa!
beijos-me-BBM

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Arquivado em Chiqueza Dubaiana, Dubai

e pela marca de trem de pouso nas minhas costas, veja só como andei me divertindo (uma madrugada em Calicute)

“Aqui de outras cidades, sem debate,
Calecu tem a ilustre dignidade
De cabeça de Império rica e bela:
Samorim se intitula o senhor dela.”

Mas hoje é uma bosta.
*****
Estive em Calicute, a cidade onde Pero Vaz de Caminha mórreu em combate quando Pedro Álvares Cabral tentava estabelecer uma feitoria no local. Infelizmente esse vôo é um bate-e-volta – e daquele dos capetas que decola as três e quarenta da manhã. Porque muito me interessaria fazer o Vasco da Gama e me jogar nesse cantinho do Kerala. Enfim, o que posso dizer (vendo pela janelinha do avião) é que a riqueza natural é phoda com PH de pharmácia e que preciso MUITO visitar esse estado da Índia.
Que a cidade seja feia, encardida e bagunçada… Não posso negar – tal qual minha amada Colombo, capital cingalesa, que é um desastre urbano mas, porra, muito mato e praia, cousa que esta turca adoura. Mas o estado do Kerala bate um bolão. Recomendo uma visitinha ao site oficial do turismo para ver que não estou exagerando.
(porque não tenho a menor vontade de conhecer Taj Mahal, tenho horror a pontos turísticos que conhecemos para bater cartão)

Nessa onda do Industão em rebatizar suas cidades com nomes originais, Calicute virou Kozhikode. E acho isso mágoa de cabloclo.
O vôo foi infernal. Uma criança, ou um gremlin molhado e alimentado após a meia noite, me segurou pelo colete e exigiu que eu ficasse a sua disposição preenchendo seu copo de suco de manga. Eu me virava e aquele pequeno diabo me puxava. Os pais não faziam nada, na verdade, acho que curtiram ver a escrava branca servindo seu pequeno demônio. Ok, fofo. Mas outros cento e muitos passageiros m’esperavam, PORRA.
Quero mais, me dá mais, quero mais água, mais whisky, quero mais Bombay Mix, quero mais suco de manga, me dá, me dá mais um, me dá mais dois, me dá mais três, comissária eu quero!
Meu pequeno carrinho de bar esvaziou-se em cinco fileiras e tive vontade de furar meus pulsos com o pegador de gelo. Não vou nem falar do drama do frango. Deus teve piedade da minha alma e fez com que o catering enchesse aquele avião com caçarolas recheadas com a carne mais barata do mercado. Houve quem ficasse sem e uma pequena guerra civil quase explodiu em algumas fileiras, mas somos treinadas para controlar esses pequenos, hm, desconfortos.
O mais incrível é que consegui me divertir horrores. O horário terrível fodendo meu ritmo circadiano, os doppio macchiato e as latinhas de Redbull com açúcar me deixaram hyper -fenômeno que ocorre quando estou MUITO cansada. Na verdade acho que todos os tripulantes assim estavam e, por isso, a empatia foi forte. Sem falar que a chefe chinesa elogiou muito minha pronúncia de ofensas em mandarim (laoshi, nem tô mais assim tão bu hao) e o chefão era o marido da minhamiiiiiga.
Isso é a prova de que não dá para dizer que vôo pra tal lugar é bom ou ruim. Meu vôo favorito é Hong Kong, mas o último me deu vontade de chorar. E bate-e-volta para a Índia, quem curte? Mas com uma tripulação dessas, bem, topo até um layover de 56 horas em Mogadíscio.

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estupro nos Emirados

Aproveitando o assunto dos homens do subcontinente… Hoje a polêmica do dia no meu salão de cabeleireiros foi o caso das filipinas estupradas. Uma teve o seio cortado e sangrou até a morte. A outra escapou com vida mas sofreu cortes terríveis. O vídeo está aqui e não recomendo a quem tenha estômago fraco.

Não consegui googlar sobre o assunto porque a maioria dos sites são bloqueados. E nada foi publicado pela imprensa oficial, lógico.
Dizem que os estupradores eram paquistaneses. Um deles era o taxista que dirigia o carro onde as duas caíram no sono após consumir álcool em uma festa.
A filipina que aparece no vídeo faleceu três dias após ser socorrida no hospital. Sinceramente, deve ter sido melhor para ela. Porque se viva estivesse ainda, além de ter que lidar com esse trauma para o resto da vida somado a desfiguração, ainda seria humilhada e punida. Afinal é sabido que, nos Emirados Árabes, a culpa do estupro SEMPRE é da mulher.
Porque um beijo na boca em lugar público parece gerar muito mais discussão do que esse crime.
E o que me faz, mais uma vez, voltar a insistir:
– Se quer beber em Dubai, faça isso em casa. Se sair com amigos tenha CERTEZA que são amigos de verdade e não vão te enfiar em um taxi as 3 da manhã.
– Tire logo sua licença de motorista. Hoje mesmo um motorista me perguntou se eu era casada e mais uma sabatina de perguntas pessoais. Beibe, a vida no Paquistão vale menos do que um punhado de haxixe. Você realmente acha que, ao chegar em Dubai, um pathan da zona tribal vai olhar para sua carinha de boneca e não ter vontade de te estuprar? Muitos não tem nada a perder.
– Não seja Pollyana. Isso aqui não é Genebra.

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