samba na casa do gato, samba na casa do cachorro

Estava chegando da clínica feliz com mais uma dose de Typhim Vi em minha caderneta de vacinação (nada faz uma hipocô mais feliz do que uma gaveta cheia de remédios e uma caderneta cheiazinha) quando entro no meu prédio e páro para esperar o elevador. Estou ao lado de uma colega “aeromoça” quando um senhor de camisa azul e algumas listras se bota atrás de mim, me acotovela e entra correndo no elevador.

Fiquei tão pasma que não reagi na hora, só vi o queixo caído da menina ao meu lado. E a porta começa a fechar porque o filho da rapariga apertou aquele botãozinho maldito que fecha portas rapidamente.

3, 2, 1…

Olha… Quer enfiar o dedo no cu do diado? Enfia. Faz fisting se quiser. Mas não reclama do cheque. Quem morde o rabo da libanesa tem que se preparar pra diarréia dos infernos pós fio-terra no capiroto. Não se cutuca a libanesa com vara curta.

3, 2, 1…

Vi a frestinha da porta ainda aberta e, como valho menos do que o gato enterra, enfiei minha mão no meio e a porta se abriu. Porque mesmo que aquela merda de sensor enguiçasse e eu perdesse a minha mão, preferiria ficar cotoca do que levar pra minha casa tamanho desaforo.

Entrei muda, sorri para o velho, um caucasiano WASP da vida. Lógico, ele ficou vermelho. De raiva, que seja. Mas sorri. Ele desembarcou no primeiro andar, afinal, ele é o famoso engenheiro louco que fica todos os dias perto da porta reclamando com quem passa arrastando mala de rodinha. Uma pessoa alegre e de bem com a vida, como podemos ver. Não deixa nem os vizinhos ouvirem música, um cerumano ótimo, não?

Quando ele saiu eu só disse uma coisa:

– Hey!

Ele olhou pra mim.

– Se eu tivesse essa sua cara de bunda azeda eu também teria muito ódio da humanidade. Merry Christmas!

Cheguei em casa louca de ódio. Porque mais do que vizinho cuzão, odeio vizinho que leva hierarquia pra dentro do prédio. Porque esse fulano não destrata os managers ou os comandantes. Mas os co-pilotos, as comissárias, os porteiros, ah, sim, esses tomam hadouken dentro do prédio.

Pode anotar: hoje alguém vai ligar pro delivery da farmácia pra pedir pomadinha pra hemorróida inflamada. E não serei eu. Nossa, que ódio. Para minha peitica passar, entoo meu mantra favorito.

samba na casa do gato, samba na casa do cachorro…

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2 Comentários

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2 Respostas para “samba na casa do gato, samba na casa do cachorro

  1. Oi!

    Mandou muitíssimo bem!

  2. aline

    Ai que nojo das comidinhas chinas…eu tb comi muito “yakissujis” do china na frente da Gazeta. Eu e um amigo meu vimos o chininha limpar o tacho com jornal.

    Desde que vi essa reportagem (link abaixo) eu enfrescalhei de vez e fiquei com nojo até dos chinainbox e lig lig da vida http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1341409-5605,00-VIGILANCIA+INTERDITA+RESTAURANTE+CHINES+ONDE+SIRI+VIVO+FOI+ENCONTRADO+NO+BA.html

    Tinha um video também, mas não tive coragem de procurar. Só de lembrar tenho vontade de vomitar.

    beijos,

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