Arquivo do mês: março 2011

vocês viram minha amiga na Hebe?

Pra quem perdeu a minha amiga Jules, a lindíssima e loiríssima e gauchérrima GoriJi, no programa da Hebe do último dia 22 (levanto a mão porque estava saindo pra Toronto), deixo aqui os links para os vídeos – não consigo colocar aqui nesse sistema chorumento do wordpress!

http://www.redetv.com.br/hebe/video/178154/hebe-conversa-com-muculmanas-no-quadro-choque-cultural-1.html

http://www.redetv.com.br/hebe/video/178172/hebe-conversa-com-muculmanas-no-quadro-choque-cultural-2.html

Ahasou, beesha! Conheci a Zeba e a mammy (paquistanesa) no vôo de volta pra Dubai. Vocês não imaginam que fofas! 🙂 Já a Hebe, well… Santa ignorância! “Vocês não tem talheres?” – VTnC, né? Perdeu uma linda chance de calar a boca.

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parindo o cocomero

Estou em Dubai. Nada mais agradável em um lindo dia de sol do que passar a manhã no belíssimo (NOT, big NOT) consulado do Paquistão. Entrevistinha dos diabo, aquele formulário parece um formspring. Queriam minha religião, meu tipo sanguíneo, países por onde estive nos últimos 3 anos, quem vou visitar e porque vou visitar.

Pelo menos o formulário não tem perguntas imbecis como as do visto americano: se pretendo cometer um atentado terrorista ou se sei fabricar uma bomba. Tampouco me pergunta em qual campo do Al Qaeda vou treinar ou  pede telefone de um mulá para contato.

Mesmo assim é um parto de melancia (cocomero, em italiano). Acordei a cunhada em Islamabad para que ela reenviasse o fax assinado. E depois RUBRICADO. Meu cu, né?

Mas cá estou com meu visto do Paquistão enchendo mais uma página do meu passaporte para me dar mais gastura na hora de entrar nos E.U. da A.

O amor faz a gente enlouquecer.

Tem que amar muito. Porra.

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a volta da que não foi

Pois é. A viagem pra Hong Kong miou. S’as INVEJÓZA, na próxima eu só publico aqui depois da viagem feita. Na real mudei os planos na última hora porque os vôos para Sampa estavam lotados a partir do final de semana. Logo, tive que mudar os planos e viajar o quanto antes. Pretendia ficar até o final de semana que vem mas, well, esse real forte botou a brasileirada visitando a Índia por 24 x sem juros na CVC e os vôos estão lotados a partir de sexta. Logo, embarco agora pra Dubai ou fico aqui em São Paulo forévis.

Pois m’enfiei no Emirates 261 e cheguei em Sampa num humor daqueles. Passei 14 horas ao lado de um grupo de turistas de um estado brasileiro que não vou publicar (se escrevo que é RS tudo bem, quem não curte chochar gaúcho… mas qualquer outro estado causa uma revolta politicamente correta por aqui, então não digo de onde eram) que não calaram a boca. Porque, tipos… porque conversar se eles podem berrar né? POR 14 HORAS. Tô por dentro de toda a viagem da Jéquilin.

Atrás de mim um grupo de chineses que vinha de Pequim fazia um belo convescote nos assentos. Tinha muito cup noodles, muito bicho seco, muita alegria. Um gordinho abriu um bolo tipo bolo Pullmann e comeu aquilo como se fosse uma barra de chocolate! Hahaha! Em 15 minutos com mordidas enormes ele botou pra dentro um bolo mesclado do tamanho de um tijolo. Quando acho que já vi de tudo na vida… Mas eles eram bem divertidos e me ofereceram uns petiscos quando arranhei meu mandarim torto. Cara, sou a única pessoa no mundo que gosta de chineses?

Durante o embarque observo um paulista do interiô que anda de peito estufado exibindo o porte físico. Está vindo do Japão e exibe o corpitcho numa calça branca apertadinha, muito gel no cabelo tigelinha e muito chamego pra dar. Ele diz pro amigo “se essa Emireitis fosse boa mermo teria uma acadimia a borrrdo pr’eu poderrr maiá”. Hahaha! What’s not to love? Te segura, Geisilene, o Jocenildo tá chegando e com muito garbo e moeda forte pra dar.

E pra variar… Como ocorre em TODOS os vôos… Sempre vem um Tio Rashid (um tiozão libanês) puxar papo comigo no embarque. “Mashallah, eu tem um brima que barece muito você. Eu non quero ofender mas bode eu berguntar se você é libanesa?”.

Hahaha, né? Aaaah, libanesa!

Aí começa. De que cidade, de que família, qual dos teus primos é Mohammed e quem da tua família é cristão. O que faz, quando emigrou, por onde entrou no Brasil, tem lojínia em que lugar?

Wallah!

E assim foram 14 horas. E aqui estou. E logo logo encaro uma maratona semelhante e volto pra Dubai pra ficar com meu amô. Queria ficar mais tempo em Sampa mas o dólar baixo não deixa… 😦

Saudades do meu amô. Como diz minha amiga recifense (Mary, miss you): por 300g de linguiça a gente acaba carregando o porco inteiro. Né?

bêjo, neusas.

P.S.: Tony Goes, eu te amo.

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e por falar em saudade…

Pequim.

O celular diz que a temperatura na capital chinesa está negativa. Duvido. Almocei com meu amigo Bê perto da embaixada e estava confortável em uma legging, blusinha e casacão (aquele Calvin Klein Jeans desviado que as amygues botaram olho gordo, pois, ele manchou). Geralmente preciso de proteção térmica, segunda pele de heatech da Uniqlo (H&M japonesa, very bo-ring, mas com ótimas peças básicas que nos protegem no frio, o ruim é ter que comprar tamanho grande masculino, a não ser que você seja do tamanho da Hello Kitty), luvas e cachecol e gorrinho. Mas hoje serelepeei pela cidade com apenas uma camada de roupas básicas e um casaco. O céu ensolarado e sem smog. Almocei um set menu num restaurante bacaninha por 45 kuai – dez reais. O dinheiro que economizei em comida gastei em cerveja. Dez latinhas de Tsing Tao para levar um pouco do oriente distante ao médio em algumas horas de vôo.

Lendo jornais e blogs (apenas wordpress, blogspot é bloqueado aqui na terra do cadeirante Mao) invejo muita gente em minha terra natal. Não pelo samba, não pelo ziriguidum. Mas pelas tardes livres em uma São Paulo deserta, pelo cheiro de terra molhada na janela do meu quarto (culpa das plantas de mamãe na varanda), pelas pandegadas com amigos com pizza. Saudades das pizzarias de Higienópolis, saudades de pizzas que chegam em caixas redondas, saudades das azeitonas que nadam num mar de calorias de catupiry cremoso.

(o celular acaba de me chamar para a oração do crepúsculo, o maghrib. Tenho um celular islamicamente correto. Lembro que estou com fome e pedi uma pizza marguerita no room service. Sei que será horrível, mas não dá pra ligar na Veridiana)

Dubai

E quando chegar em Dubai terei uma maratona de compras de encomendas de mamãe e passagens aéreas. Planejo passar três dias em Hong Kong com uma amiga. O trecho Dubai >Hong Kong está tranquilo. Um emoticon feliz no sistema mostra que o vôo está vazio, ou seja, as chances de embarcar são enormes. Logo, emoticon feliz.

Depois planejo uma extendida a Pequim e o emoticon me faz cara de paisagem para vôos diretos (50% de chance de embarque) e me sorri conexões bizarras em Bangkok, Kuala Lumpur e Seul. Por fim me faz uma cara de melancolia para Dubai > São Paulo. A moeda forte botou os brazucas na estrada. Damn it! Vejo uma manhã de procura de assentos em vôos com conexão em Doha ou Istambul ou Frankfurt ou Zurich ou, na pior das hipóteses, em Joanesburgo.

Ou, em caso de apocalipse total na disponibilidade de passagens aéreas pra Sampa… Um delicioso Pequim > Sampa via Madrid. Jet lag de mil dias, dor nas costas e cinco sessões de drenagem linfáticam para desinchar e desamassar o que sobrar de mim.

E se todas as companhias aéreas me disserem não, oras, vou pro Paquistão. E não digo isso só pra formar rima.

Hong Kong

Colocarei o Orlistat (googla, fia) na mala porque a terra dos dim sum me aguarda. Mas dessa vez quero passear pelas outras ilhas, comer pencas de frutos-do-mar pescados na hora, ver o dia cair em paz. Queria sossego, planejava fazer isso em Phuket. Mas o marido gongou as férias na Tailândia e vai passar as MINHAS FÉRIAS expulsando inquilinos arruaceiros de uma casa que ele aluga lá em Peshawar. Conhecendo o pakistani way of life temo me tornar uma viúva antes da hora.

Nada melhor que colo de amiga e uma capital gastronômica para colocar band-aid na alma.

São Paulo

E quando chegar em Sampa quero passar o dia brincando com meu filhote, o Luis Antônio. Quero fazer mais ou menos isso aqui: http://mateipormenos.apostos.com/2011/03/06/ja-e-carnaval-cidade/ 

Meu carnaval será depois do carnaval, mas dane-se. Mágoa mesmo é mastigar pizza sem sabor num room service xexelento do Radisson pequinês, talvez o pior da cadeira em todo o mundo. Pelo menos a internet é de graça, a verdade é ácida e o kibe é cru.

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Significa?

V

Veja a foto acima e tente imaginar uma explicação. Pensei que ela estivesse fazendo a Yemanjá num mar de merengue cheio de corante e cabeças humanas em bad hair day.

Mas Daniela está fantasiada de “homenagem ao teatro”.

Ah tá, lógico. Vontade master de dar um tabefe.

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VDM

“hoje comprei um telefone babado para a minha mãe, um HTC wildfire. mas não estou acostumada com super telemóveis hiper sensíveis ao touch screen. e, mexendo na agendinha, acabei ligando para um contato e não consegui cancelar a ligação – que botão, comofas? porque, em 250 contatos,cliquei justamente no telefone de um caso passado? apertei todos os botões e nada aconteceu – a ligação conectou. fiquei nervosa, saí de perto e fui comer um iogurte. VDM”

Caro M., não foi buddah call, juro.

(eu sei que você está lendo isso, olhos de guaxinim!)

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na tela da tevê, no meio desse povo…

A gente vai se ver numa churrascaria brasileira em Pequim? Eu passo. Estive na Latin Grillhouse e tenho que dizer uma coisa: eles tentam. Imagino a difícil logística para manter um rodízio de carnes num país tão, er, chinês. Onde a carne bovina me dá engulhos – sempre dura, sempre com gosto de sebo (mesmo em restaurantes tops, mesmo no room service do hotel e, oi, fico sempre no Radisson, ou seja, não é uma biboca qualquer). Mas sim, eles tentam e digo que o esforço é louvável. Mas não, não volto lá.

Vou numerar aqui minhas razões:

1. O staff é bom. O serviço é simpático, os chineses vestidos de gaúcho são hilários e cortam a carne direitinho. Mas a carne deixa a desejar não pela competência da cozinha, mas pela qualidade da carne chinesa. O filé com alho foi o que mais me agradou. Mas, mesmo assim, eu passo. Só vou se estiver muito homesick, afinal, se estou na Ásia e GOSTO de comida dessa parte do mundo não será aqui que vou ter meus cravings de comida brasileira. Melhor ter esse momento na Austrália, onde a carne é bowwwwaaaa.

2. Música ao vivo. Sambão. A banda é boa. Mas esse entretenimento para gringo ver realmente me deixa um pouco envergonhada quando eles chegam na minha mesa com os chocalhos e maracas olhando pra mim e dizendo “samba, Brasil”. Vamos explicar: nunca fui aquela guriazinha metida a amiga do povão que vai no forró na sexta e no sambão no domingo. Minha mãe me criou ouvindo rock, minha avó me colocou nas aulas de piano clássico quando eu tinha oito anos. Não sei sambar, não tenho ginga e apesar de gostar muito de bossa nova e algumas batidas de samba… Não vou levantar da minha mesa e fazer a mulata Globeleza. Mas é isso que meus compatriotas de banda esperam, é isso que meus amigos alemães estão loucos pra ver. E é isso que me tira o apetite desde que estou no taxi suando frio pensando no momento. Porque quando vou tomar cerveja e comer linguiça com a gangue chucrute não espero que ninguém vista o lederhosen.

3. O arroz que acompanha a feijoada é steamed rice.

Estou procurando outro local em Pequim que sirva um menu brasileiro mas sem todo o entourage, afinal, quero sentar e comer uma feijoada em paz e mostrar minha cultura pros amigos sem cagar nos estereótipos. Agora, se você está realmente homesick e quer ignorar a variedade culinária que a capital ofereça, SIJOGA. O surpresa boa foi o vinagrete na mesa. O vina-fucking-grete. 🙂

Anote o endereço (porque o site é horrível):

C1-11 building 1, Solana, No 6. Chaoyang Park Road,
朝阳公园西路六号蓝色港湾商业区1号楼C1-11

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