Arquivo do mês: junho 2011

alguém viu meu pulmão por aí?

Estou com uma gripe que veio com o pacote completo: dor de garganta, febre, nariz entupido, ausência de voz e uma tosse tão forte que preciso checar os arredores pra ver se o pulmão não saiu correndo.

Fui a clínica da empresa para cumprir a burocracia de olhar para o médico e provar que estou realmente doente – e nada mais, já que voltei pra casa com uma receita de PARACETAMOL.

O médico paquistanês com sotaque britânico não me deu nem um antiinflamatório. E ainda disse que só me daria antibiótico caso eu piorasse.

Defina PIORAR para uma pessoa cheia de catarro, sem voz e febre. Talvez se eu tiver uma pneumonia ele me dê algo mais fortinho? Quiçá um Bufferin?

Se fujo da pajelança ayurvédica (não acredito e nem perca seu tempo em me catequizar) caio nessa alopatia praticada por gente que acha que pessoas que vão a um hospital o fazem porque são hipocondríacas. Não é a toa que a galera por aqui morre aos baldes por diagnósticos tardios.

Teve gente que voltou pro Brasil com leucemia porque o médico achou que era uma ANEMIA. Ontem mesmo encontrei um amigo que rompeu um tendão e foi ao hospital aos prantos e o enfermeiro sugeriu que ele passasse pomadinha e voltasse pra casa ao invés de encaminha-lo ao médico para uma cirurgia de emergência.

E oi? Antibiótico eu compro no balcão de qualquer farmácia. Se fosse tão hipocô assim eu estaria implorando por Lorazepam que é muito muito muito mais legal qu’essas bosta.

É por essas que ando tão sem inspiração para escrever por aqui. Meu mundo anda bem cinzento, estou cansada de lidar com tanta cretinice. Terei que sair de casa nesse calorão de 45 graus (ar condicionado casa – calorão da rua – metrô gelado) pra comprar um antibiótico porque não tenho diploma de trouxa na minha parede.

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