Arquivo do mês: abril 2012

ô coisinha tão horrorosinha do pai

Que o custo de vida no Brasil é alto não adianta nem discutir. Passar uma temporada em São Paulo é quase tão caro quanto férias em Luanda (onde um lanche do McDonalds custa fácil mais do que 18 dólares estadunidenses). Mas cobrar R$ 797,00 numa SACOLA DE LONA, Osklen, pulfavô!

Toda vez que entro nessa loja sei que vou gastar um milhão de dólares em uma camiseta. Mas aceito esse fato porque meu namorado merece um agradinho e a média de 200 Dilmas não vai matar meu orçamento – porque acho bonitinho ver um indiano vestindo “United Kingdom of Ipanema” e ficar todo pimpão com a namorada latina.

Aí vi uma sacola de lona super legaaaal pra passar um dia na praia e fazer a gatinha-brasileira-descolada-patriota-babaca. Pensei em pedir de aniversário pra minha mãe. Mas seria mais fácil botar uma arma na cabeça dela e pedir tudo o que ela tem na carteira do que pedir isso.

Mais absurdo do que cobrar todas essas verdades numa sacola de lona é cobrar milão nisso. Não vi bolsa tão feia como essa nem na feirinha de maconheiros europeus em Bangkok. Arte no durepox, essas merdas todas, tie dye, piolhos e chinelão de couro.

Como já diria o Mallandro (grande Sérgio): ié ié.

(mas esse tricô tá lindão. Parcela em 24 vezes? kkkkkk)

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Eu voltei.

Desculpem-me pela ausência e pelo título tosco desse post. Inspirei-me em um açougue no centro de São Paulo. O nome é “Casa de Carnes Eu Voltei LTDA”. Juro que esse lugar existe e sempre dava uma risadinha marota quando o trolebus passava pela Rua Coronel Xavier de Toledo número 93. Sempre imaginava um pedaço de patinho mugindo dentro da panela de pressão. A panela explode e o pedaço de carne devora a família inteira. Ele não queria virar carne louca e o final do episódio era bem gore, cheio de tripas e terror.

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[é mentira, tá?]

Por onde andava a libanesa? Muito ocupada. Difícil explicar meu talento: ocupar-me tanto em fazer porra nenhuma. Mas essa é a verdade. Porque nesses meses que aí correram não estudei espanhol ou fiz algo grandioso como um trabalho voluntário para salvar as borboletas órfãs do Saara do Sul. Fiz coisas menores mas de maior importância em meu mundinho particular tão egoísta e fanfarrão.

Cito-as, pois:

Fui ao Nepal. Tirei minha carteira de motorista em Dubai. Comprei um carro e endividei meus netos. Tive ataques histéricos toda vez que a minha escala era publicada e enchi o pacová dos meus amigos recitando a coleção de vôos para Ásia que ganhava a cada mês (e como estava infinitamente feliz com tudo isso). Nunca estive tanto em Kuala Lumpur, em Hong Kong, em Bangkok. Mais feliz que pinto no lixo e gordo em rodízio de pizza. Estive no Brasil, também. Passei férias em Santos porque sou uma paulistana fanática – e de quebra ainda passei o centenário do Santos F.C. no Canal 1. Maldivas e Phuket é para fracos. Voltei a frequentar a academia. Emagreci quatro quilos. Tomei um totó amoroso bizarro. Arranjei um namorado muito melhor porque life is a bitch but I’m way bitchier. Minha foto foi impressa em um informativo da empresa e me senti a Luiza Brunet (é, eu sou babaca e orgulhosa disso). Finalmente assisti ao filme do Pelé (Lina Chamie, te amo, beijos). Assisti a peça do Ricardo Rathsam e Marcelo Medici. Não, ainda não tomei coragem de fazer a super chuca em Bangkok. Finalmente aprendi a dar hadouken com facilidade e não tem quem me vença no Street Fighter, sou a melhor do mundo. Também ando chutando glúteos no Mortal Kombat. Arrumei o meu armário de calcinhas e fiz uma limpeza incrível na minha casa. Tomei coragem para fazer um Tom Kha Gai em casa que é de comer ajoelhado – e agora é um dos meus signature dishes. Também notei que tenho muita dificuldade para escrever em português. O que não significa que meu inglês esteja de dar inveja a Shakespeare. Uma das merdas em ser expatriado em um país que não é Portugal, Angola ou Moçambique.

Também tenho pautas incríveis na minha cabeça que postarei aqui. Um dia. Porque ando voando mais que bala perdida em morro do Rio de Janeiro. E tenho uma lista de coisas incríveis para comer nos próximos dias. Andei twittando a respeito.

Isso é tudo o que tenho feito durante esses meses e minha pilha de livros permanece intocada ao lado da cama, cada vez mais alta. Mas tenham fé e não me abandonem, por favor. A libanesa não vai abandonar esse blog e só precisa de um par de dias para sentar e editar o que tem escrito durante suas viagens. Acho o wordpress um saco e fazer upload de foto em outro servidor é tão divertido como um ataque de oxiúros.

O que importa é que agora é verão em Dubai. Não dá mais pra sair do ar condicionado – o que me condicionará a uma vida indoor pelos próximos meses.

Afinal…

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