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o time de críquete do Afeganistão

Um dos discursos que mais me aporrinham na vida é aquele que defende que seres humanos privados de oportunidades não terão chances na vida. Pra mim esse papo é mais do que furado já que (1) muita gente COM acesso a educação desperdiça todas essas tais oportunidades e se tornam zé ruelas e (2) muita gente que nasceu paupérrima correu atrás de seus sonhos e se tornaram profissionais incríveis.

Sobre o primeiro caso penso nos idiotas da minha família que ficaram pobres porque achavam que pessoas tão foda da alta sociedade como eles jamais deveriam trabalhar para manter o alto padrão de vida, gente burra que achava que dinheiro caía do céu. E quando a fonte secou… Vôo non-stop da Pindaíba Airlines pro fundo do poço.

Já sobre o segundo caso conheço vários casos – muitos deles amigos meus. Advogado, médico, piloto, diplomata, jornalista, jogador de tênis e, até mesmo, um amigo meu que é um arquiteto bem sucedido em Lahore. Shakeel saiu do Afeganistão com a roupa do corpo e viveu nos miseráveis campos de refugiados de guerra na fronteira entre Afeganistão e Paquistão. Hoje é responsável pela decoração de vários empreendimentos paquistaneses pelo mundo – tal como uma cadeia hoteleira e uma loja de departamentos.

E não é diferente a história do time afegão de críquete. Assisti ao documentário “Out of the Ashes” no sistema de entretenimento do avião e me emocionei com o esforço do técnico Taj Malik, do capitão Mangal e de seus jogadores. Foi esse o time que levou o Afeganistão ao seleto grupo de países que participam dos grandes torneios internacionais ao lado do Paquistão, da Austrália e da Índia.

Não deixando de lado que muitos treinavam sob um calor de até cinquënta graus, muitas vezes usando roupas e barbas longas para driblar o regime Taliban que considera esporte uma coisa do capiroto. Alguns desses jogadores eram como Shakeel: refugiados afegãos que deixaram suas casas fugindo dos soviéticos, dos talibans, dos estadunidenses e da miséria extrema.

Não sei como fazer para assistir caso o cineclube mais próximo de sua residência não esteja exibindo o documentário. Sugiro o bom ou velho torrent. Ou para quem viajar de Emirates Airlines, basta digitar 1120 no sistema de entretenimento, colocar seu assento na posição vertical e degustar uma deliciosa papinha de avião enquanto viaja a Kabul em uma história fantástica.

Cotação: quatro quibes e meio. O gatinho da história foi tirado do time no final. Meh.

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aeromoças e taxistas em Dubai

Tô indo assitir, depois conto o que achei. Nem tava tão empolgada, mas… Sonu Sood de taxista em Dubai? Mellldeeellllllllsssssss…

http://www.youtube.com/v/D3m3I7iMnvw&hl=pt_BR&fs=1&

Será que o filme chega ao Brasil algum dia desses?

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para Jakk

O filme por acaso e esse aqui? AMO esse filme. Mashallah, habibi, voce tem bom gosto!

http://www.youtube.com/v/319vcoleyMk&hl=en_US&fs=1&

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2 filmes

Cheguei ontem de Lagos, Nigéria. Assisti dois filmes enquanto a filipina limpava a casa. Fica a dica:

http://www.youtube.com/v/QCHKpb4BTfI&hl=pt_BR&fs=1&

Título: La Doppia Ora
Site:
História: cambalachos duma imigrante polaca em Turim.
Moral: o mocinho se fode por causa de uma racha. Dor de corno.
Rating: 2 quibes.

Título: Onde Vivem os Monstros (Where the Wild Things Are)
História: efeitos de LSD numa criança hiperativa e mal-criada que precisa muito de algumas sessões de anger management.
Moral: o que dá a falta de uma boa surra numa criança pentelha.
Moral 2: dá ousadia pra criança pra ver a merda que dá. Ninguém precisa ler “Senhor das Moscas” pra prever.
Rating: um quibe. Do Habib’s, ainda. Não passei dos 40 minutos.

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o pior filme do mundo

dedico esse post ao meu amado BatBiscate

Eu AMO o Youtube. Acho coisas incríveis, mas não esperava encontrar o PIOR FILME DO MUNDO por lá. Ok, esperava sim porque tem tanto filipino no mundo que não deveria me surpreender…

Explico: estava entediada no avião (15 horas nonstop Dubai-São Paulo) e decidi assistir algo além do basicão que toda companhia aérea oferece (Friends, filminhos que estão no cinema, documentários, todessasmerda). Estava fuçando as opções de cinema asiático e ovulei quando vi “FILIPINO MOVIES”. Huahua, eu AMO a Emirates.

Fiquei emocionada com o “Supahpapalicous” – uma espécie de comédia romântica com Chiquititas e Carrossel. O produto era realmente fino. Não parei de rir nos primeiros minutos com o nível trash metal da coisa. Tive até vergonhinha quando as pessoas bizoiavam minha tea.

A coisa melhorou aos 05h55 quando um anão entrou em cena. E se tem coisa que a libanesa gosta é filme filipino com anão.

Infelizmente não encontrei legendas na net. Mas quem precisa? Os primeiros 8 minutos foram colocação pura sem nenhuma droga (muita atenção com a criancinha de toca, totalmente lôca de bala). Sensacional, mal posso esperar para voar pra Manila e comprar o DVD!

Porque aprendo Tagalog nas horas vagas com minha flatmate.

Ano? Makate kiki!!! Putaca, malake puke!!! Salamaaaat!!!

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Suji Halva

E no oitavo dia criou a Suji Halva. Um doce indiano de semolina que comi ajoelhada rezando pra Allah, Yemanjá, Khrishna, Quetzalcoatl, Tutatis, you name it. Fiodaputa do marido me apresentou essa belezoca na primeira vez em que estive no Paquistão.

Pra quê?

Doce de semolina (cresci com vó italiana casada com libanês, logo, ela mandava ver no doce de semolina árabe) + nuts = meu Deusu!!! Muito bom!!!

Comprei um genérico no Carrefour: você tira o envelope da caixinha, joga na água fervente por 5 minutos e pá, tá pronto. Quando abri o pacotinho quase desmaiei de nojinho com aquela massaroca sólida bezuntada de ghee (manteiga clarificada) que saiu em um pedaço só. Mas comecei a esfarelar com o garfo e o cheirinho de semolina quentinha tomou conta do ar.

E na primeira garfada, péééim, lá estava eu no paraíso.

Fica quase igual ao que você compra na biboquinha do Jans lá em Peshawar. Eu digo quase porque a biboca do Jans é uma experiência adocicada sem-igual.

Pra quem quiser experimentar… Apele aos amigos que vivem na Índia, Emirados Árabes (10 reá e eu levo), Inglaterra, Estados Unidos ou qualquer lugar chei daquela gente do subcontinente.

Para comer assistindo ao clipe de “Tere Liye”, tema do “Veer and Zara” (me caguei de chorar nesse filme).

Avaliação: 5 quibes (Mashallah!)

P.S.: Mais um post inspirado no blog do Clayton.

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