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na tela da tevê, no meio desse povo…

A gente vai se ver numa churrascaria brasileira em Pequim? Eu passo. Estive na Latin Grillhouse e tenho que dizer uma coisa: eles tentam. Imagino a difícil logística para manter um rodízio de carnes num país tão, er, chinês. Onde a carne bovina me dá engulhos – sempre dura, sempre com gosto de sebo (mesmo em restaurantes tops, mesmo no room service do hotel e, oi, fico sempre no Radisson, ou seja, não é uma biboca qualquer). Mas sim, eles tentam e digo que o esforço é louvável. Mas não, não volto lá.

Vou numerar aqui minhas razões:

1. O staff é bom. O serviço é simpático, os chineses vestidos de gaúcho são hilários e cortam a carne direitinho. Mas a carne deixa a desejar não pela competência da cozinha, mas pela qualidade da carne chinesa. O filé com alho foi o que mais me agradou. Mas, mesmo assim, eu passo. Só vou se estiver muito homesick, afinal, se estou na Ásia e GOSTO de comida dessa parte do mundo não será aqui que vou ter meus cravings de comida brasileira. Melhor ter esse momento na Austrália, onde a carne é bowwwwaaaa.

2. Música ao vivo. Sambão. A banda é boa. Mas esse entretenimento para gringo ver realmente me deixa um pouco envergonhada quando eles chegam na minha mesa com os chocalhos e maracas olhando pra mim e dizendo “samba, Brasil”. Vamos explicar: nunca fui aquela guriazinha metida a amiga do povão que vai no forró na sexta e no sambão no domingo. Minha mãe me criou ouvindo rock, minha avó me colocou nas aulas de piano clássico quando eu tinha oito anos. Não sei sambar, não tenho ginga e apesar de gostar muito de bossa nova e algumas batidas de samba… Não vou levantar da minha mesa e fazer a mulata Globeleza. Mas é isso que meus compatriotas de banda esperam, é isso que meus amigos alemães estão loucos pra ver. E é isso que me tira o apetite desde que estou no taxi suando frio pensando no momento. Porque quando vou tomar cerveja e comer linguiça com a gangue chucrute não espero que ninguém vista o lederhosen.

3. O arroz que acompanha a feijoada é steamed rice.

Estou procurando outro local em Pequim que sirva um menu brasileiro mas sem todo o entourage, afinal, quero sentar e comer uma feijoada em paz e mostrar minha cultura pros amigos sem cagar nos estereótipos. Agora, se você está realmente homesick e quer ignorar a variedade culinária que a capital ofereça, SIJOGA. O surpresa boa foi o vinagrete na mesa. O vina-fucking-grete. 🙂

Anote o endereço (porque o site é horrível):

C1-11 building 1, Solana, No 6. Chaoyang Park Road,
朝阳公园西路六号蓝色港湾商业区1号楼C1-11

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o capiroto que mandou

Estou em Sidney. Sorry, mas nao consigo achar essa cidade suuuuuuuuuuper legal. Acho bonitinha, limpinha, tem uma Kinokuniya que me faz pirar (mais que todas as outras). Mas nada mais. Nada, nada mais.

E aqui nao aprendi coisas boas. Vejam bem… Os australianos comem uma pasta de extrato de levedura chamada Vegemite. Quando me perguntam “libanesa, voce comeu coco?” quando digo um absurdo, poderia dizer “nao comi coco, mas comi quase isso” se considerarmos o sabor agradavel como uma hemorroida dessa delicia australiana.

O que aprendi sobre o tal do Tim Tams (um wafer de chocolate com recheio de chocolate e cobertura de, adivinhem, chocolate) e que se voce morder a pontinha superior esquerda e a inferior direita (ou superior direita e inferior esquerda, depende se es destro ou canhoto) e usa-lo como canudinho quando estiver tomando chocolate quente…
Tipo assim:

Bem. Para saber mais sobre essa coisa de gordo, cliquem aqui. Nao tenho nada a ver com essa safadice, com essa pouca vergonha. E que saibam que os Tim Tams que estou comendo agora estao sendo usados como canudinhos de leite desnatado, aqui no meu hotel. Porque, como sabemos, chocolate quente engorda.

beijos

P.S.: Para quem nao encontrar Tim Tam nas prateleiras (em Dubai: tem no Spinney’s), usa Bis ou Sem Parar. Tipo, nao fica a mesma coisa. Mas o que vale e a intencao. E e o que temos pra hoje.

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