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Riconcito Peruano

Em uma linda manhã de quarta-feira uma das minhas lombrigas (a Qué Qué) acordou peruana e exigiu que a mamãe cozinhasse ají de gallina (podem seguir esse link, a receita é excelente). Estava em Dubai sem pasta de ají amarillo, sem amigo peruano para contrabandear temperos e sem nenhum supermercadinho latino para me abastecer. Mas tinha um vôo para a Tailândia e, como estava obstinada, me dei essa incrível missão de cozinhar um ají de galinha tal qual o que comi em Lima.

Missão dada é missão cumprida. Comprei alguns pacotes de pimenta amarela beeem picante no supermercadinho em frente ao hotel em Bangkok, enfiei uns tetrapack de água de coco na mala e, já em Dubai, encostei o umbigo no fogão. Como a picância (nossa, essa palavra existe ou acabei de inventar?) da tailandesa era bem f%^&$, fiz a pasta de ají amarillo usando pimentão amarelo para dar uma amenizada.

(senti a ardência da pimenta quando, depois de preparar a pasta, assoei o nariz e toquei em minhas narinas com os dedos cheios de pimenta. A Juju testemunhou minha agonia por longos minutos enquanto eu chorava e enfiava o nariz no iogurte e no Creme Nivea)

Comemos ajoelhados rezando para Wendy Sulca, Tigresa del Oriente e Delfin Quishpe. Ficou igualzinho aos originais que comi em Lima! Meus convidados lamberam os pratos e o que sobrou foi requentado até acabar. Para quem não tinha pasta de ají amarillo e foi buscar pimenta tailandesa… Na Tailândia… Por favor, mereço muitos aplausos.

Mas não era sobre meus dotes culinários que eu pretendia escrever. Era sobre outro ají de galinha. Que comi na cracolândia, aqui em São Paulo.

Quando desembarquei em São Paulo minha mãe me avisou já dentro do carro que teríamos que experimentar um peruano novo na cidade – descoberta do nosso amigo Deco. Gordinha safada que sou já comecei a pensar ali o que iria comer. Aji de galhinha e chicha morada, é claro. Coisas que o Killa sempre me deixou a desejar.

O restaurante Riconcito Peruano está na Rua Aurora. Na cracolândia. Sei que a cracolândia foi desativada e blablabla whiskas sachet. O fato é que na frente do restaurante havia dois nóias muito malucos procurando pedras no chão. E de noite… Meu Deus, alguém tem coragem de ir ali durante a noite??? Eu não. Gangs de nigerianos na boca do lixo não são os elementos que eu gostaria de ter ao meu redor durante um jantar. E olha que eu como em podrões pelo mundo que nem meu amigo peruano acredita.

Não há placas indicando a entrada do restaurante. Soube que estava no lugar certo graças ao Deco. Uma escadinha vermelha nos levou até o local. Os degraus pareciam nos conduzir a um motelzinho de 30 reais. Mas a verdade é que o ambiente do restaurante é bem agradável: famílias dividem mesas cobertas com toalhas de plástico, assistem TV peruana, dividem jarras de chicha morada e os garçons são muito simpáticos. Tudo é muito simples. É como se estivesse almoçando em um dia de semana em qualquer restaurante no centro limeño.

Pedimos o menu executivo da terça-feira. Sim, finalmente estaria ali com um ají de galinha true no meu prato.

Minha expectativa? Amarelinho, quentinho, cheio de papas (batatas) num molho cremoso com frango desfiado todinho para mim.

A realidade? Parecia um estrogonofe amarelo. Tive que prestar muita atenção para sentir lá longe o sabor característico da pasta de ají original.

Mas meu amigo Deco e minha mãe estavam felizes. O forte ali é o lomo saltado e os ceviches. E o melhor de toda essa história: o preço.

Voltarei? Sim, sim, sim! Adorei o ambiente, adorei dialogar em portuñol com os garçons, adorei os programas da TV aberta peruana na TV do restaurante, adorei a chicha morada. Melhor ainda: adorei o preço.

(jamais voltarei ao La Mar. Ceviche sem batata doce e milho? Peixe branco marinado faço em casa by myself, mermão. Cevichinho sem vergonha + uma cerveja = 100 dilmas!)

Riconcito Peruano

Rua Aurora, 451 – Centro.

Tel.: 3361-2400.

trilha sonora do post, oficorsi:

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05/26/2012 · 16:35

na tela da tevê, no meio desse povo…

A gente vai se ver numa churrascaria brasileira em Pequim? Eu passo. Estive na Latin Grillhouse e tenho que dizer uma coisa: eles tentam. Imagino a difícil logística para manter um rodízio de carnes num país tão, er, chinês. Onde a carne bovina me dá engulhos – sempre dura, sempre com gosto de sebo (mesmo em restaurantes tops, mesmo no room service do hotel e, oi, fico sempre no Radisson, ou seja, não é uma biboca qualquer). Mas sim, eles tentam e digo que o esforço é louvável. Mas não, não volto lá.

Vou numerar aqui minhas razões:

1. O staff é bom. O serviço é simpático, os chineses vestidos de gaúcho são hilários e cortam a carne direitinho. Mas a carne deixa a desejar não pela competência da cozinha, mas pela qualidade da carne chinesa. O filé com alho foi o que mais me agradou. Mas, mesmo assim, eu passo. Só vou se estiver muito homesick, afinal, se estou na Ásia e GOSTO de comida dessa parte do mundo não será aqui que vou ter meus cravings de comida brasileira. Melhor ter esse momento na Austrália, onde a carne é bowwwwaaaa.

2. Música ao vivo. Sambão. A banda é boa. Mas esse entretenimento para gringo ver realmente me deixa um pouco envergonhada quando eles chegam na minha mesa com os chocalhos e maracas olhando pra mim e dizendo “samba, Brasil”. Vamos explicar: nunca fui aquela guriazinha metida a amiga do povão que vai no forró na sexta e no sambão no domingo. Minha mãe me criou ouvindo rock, minha avó me colocou nas aulas de piano clássico quando eu tinha oito anos. Não sei sambar, não tenho ginga e apesar de gostar muito de bossa nova e algumas batidas de samba… Não vou levantar da minha mesa e fazer a mulata Globeleza. Mas é isso que meus compatriotas de banda esperam, é isso que meus amigos alemães estão loucos pra ver. E é isso que me tira o apetite desde que estou no taxi suando frio pensando no momento. Porque quando vou tomar cerveja e comer linguiça com a gangue chucrute não espero que ninguém vista o lederhosen.

3. O arroz que acompanha a feijoada é steamed rice.

Estou procurando outro local em Pequim que sirva um menu brasileiro mas sem todo o entourage, afinal, quero sentar e comer uma feijoada em paz e mostrar minha cultura pros amigos sem cagar nos estereótipos. Agora, se você está realmente homesick e quer ignorar a variedade culinária que a capital ofereça, SIJOGA. O surpresa boa foi o vinagrete na mesa. O vina-fucking-grete. 🙂

Anote o endereço (porque o site é horrível):

C1-11 building 1, Solana, No 6. Chaoyang Park Road,
朝阳公园西路六号蓝色港湾商业区1号楼C1-11

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Arquivado em China, coisa de gordo safado, comer, Pequim

Suji Halva

E no oitavo dia criou a Suji Halva. Um doce indiano de semolina que comi ajoelhada rezando pra Allah, Yemanjá, Khrishna, Quetzalcoatl, Tutatis, you name it. Fiodaputa do marido me apresentou essa belezoca na primeira vez em que estive no Paquistão.

Pra quê?

Doce de semolina (cresci com vó italiana casada com libanês, logo, ela mandava ver no doce de semolina árabe) + nuts = meu Deusu!!! Muito bom!!!

Comprei um genérico no Carrefour: você tira o envelope da caixinha, joga na água fervente por 5 minutos e pá, tá pronto. Quando abri o pacotinho quase desmaiei de nojinho com aquela massaroca sólida bezuntada de ghee (manteiga clarificada) que saiu em um pedaço só. Mas comecei a esfarelar com o garfo e o cheirinho de semolina quentinha tomou conta do ar.

E na primeira garfada, péééim, lá estava eu no paraíso.

Fica quase igual ao que você compra na biboquinha do Jans lá em Peshawar. Eu digo quase porque a biboca do Jans é uma experiência adocicada sem-igual.

Pra quem quiser experimentar… Apele aos amigos que vivem na Índia, Emirados Árabes (10 reá e eu levo), Inglaterra, Estados Unidos ou qualquer lugar chei daquela gente do subcontinente.

Para comer assistindo ao clipe de “Tere Liye”, tema do “Veer and Zara” (me caguei de chorar nesse filme).

Avaliação: 5 quibes (Mashallah!)

P.S.: Mais um post inspirado no blog do Clayton.

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O que tem pra fazer em Manchester?

Em todo caso, trouxe o CD do The Sims 2.

Pfff. Disse a mesma coisa em Birmingham e adorei aquela cidade feiuca. Adoro UK. Adoro esse montão de gente do subcontinente, nunca vi uma libanesa gostar tanto da raça. Mas queria mudar meu paqui por um indiano, acho muito mais hype.

Começo aqui a campanha: encontre um indiano para a libanesa. Quem me mandar perfil tosco de Orkut eu vou mandar tomar no cu (já vi que a minha caixa postal vai chover com indianos que querem ser meus freinds).

Eu ia pra Canal Street com uma inglesa lôca da buceta. Mas estamos cansadas. 😦 Pra quem não sabe, a Canal é a Gay Village daqui. Dóro. Queria descer até o chão com New Order.

Mas gente. Não é a mesma coisa. O dia gay da Zync lá em Dubai não chega aos pés da Lôca. Não tem DJ Pomba, não tem meus amigos, tem muita racha puta da Rússia. Blergh. Vou tentar trocar mais um Jo-Burg por UK.

Só nos vôos para cá eu posso comer chicken karahi.

Chicken-fucking-karahi.

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Caixinha de Iftar da Pakistan International Airlines, um terremoto pela manhã e um presidente leleco que vai aprontar todas!

Dedico esse post ao Clayton, meu novo miguxo que tem um dos melhores blogs de comida do mundo.

Acabei de voltar do Paquistão após uma viagem turbulenta. Não só pelos pobrema familiares (vixi), mas porque acordei com a cama chacoalhando levemente. Pensei “arre, Poltergeist”. Mas não, era terremoto, mesmo. Constatei pelo movimento da água na garrafinha. Não gostei. Neeext.

E na cidade (Peshawar), o maior climão durante as eleições. Várias barreiras militares para evitar atentado. Mas em Kohat (área tribal pertim de Peshawar) deu merda. Pra variar. Todo dia tem, por ali. Não gosto. Neeext.

E o viúvo da Bhutto, o Asif Ali Zardari, foi eleito. Pessoa do suuuper do bem, foi preso por corrupção, amargou alguns anos na cadeia e saiu bilu-bilu da cabeça. Doidinho mesmo. Vamos fazer um bolão pra ver quanto dura (valendo um quibe): digo três meses. Os talibans estão arretados. Vai dar merda. Neeext.

Então que embarquei no vôo PK 283 Peshawar-Dubai. Lá pelas 1h30 de vôo, nada de comida. Tipo, ok, a companhia aérea é islâmica e talz. Mas, poxa, não são apenas muçulmanos que voam nela. Eu queria meu lanchinho.

Pedi delicadamente para a comissária (muito respeito cas colega da catiguria). E o povão todo me olhando de cara feia. Fuck, don’t give me evils. Quer jejuar, jejua. Não quer, não jejua. Afinal, no Islam existe uma exceção para o jejum para aqueles que viajam. Então, meu amor, meu cu com chicken tikka.

Essa é a caixinha do Iftar. Rebobinando a fita: o Iftar é a quebra do jejum durante o Ramadan. Os comissários entregam no final do vôo. Mas como me guio pela exceção (e ainda mando flor pra Yemanjá), quis o meu durante o vôo.

Afinal, o entretenimento de bordo da PIA é uma merda (pelo menos nesse trecho, voado num Airbus 310-300) e, hoje, só tinha coral de criança cantando música islâmica. Eu, hein!

A maioria das revistas estavam em urdu. Tipos, nem falo idioma de terceiro mundo (só os meus, hah) e só me sobrou uma Economist.

O que fazer, então??? Comer, né!

Esse é o interior da caixinha. O saunduíche eu já tinha comido (um croissant gelado com spread de frango, horrível). Uma banana (ah, pensou que fosse uma melancia), uma caixinha com três tâmaras (no caso, uma tâmara e dois caroços pois, quando bati a foto, já tinha comido duas, eu dóro tâmara), uma xícara descartável para o chai, ketchup, leite em pó e… O que seria essa coisinha azul?

Ovo de páscoa? Guarda-chuvinha de chocolate da PAN? Bolinho?

Nãããão. Veja bem: tem a forma de uma coxa de frango.

Porque é uma coxa de frango! Kkkkkk. Arrasou. Vai fazer sucesso na rota Karachi-Praia Grande.

O melhor foi sair do avião e ver a galera se lambuzando na área das bagagens. Não resisti e saí cantando “mina, teus cabelo é da hora…”. Pelados em Santos, bee.

Ok. Sou muito trash – and I like it, I like it, yes I know.

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P.I.A. – Pakistan International Airlines

Ferias escolares no hemisferio norte. Voces sabem o que isso significa? Voos insuportavelmente lotados com familias inteeeeeiras do terceiro mundo, ou seja, pencas de criancas. Nao me entendam mal, eu a-do-ro criancas (melhor ainda se com mostarda). Mas detesto excessos, coletivos.

Entao a familia inteira quer sentar na mesma fileira. Cuenda o bate-boca com comissarios e passageiros para colocar a tataravo paralitica perto dos tataranetos na saida de emergencia. E a pobre aeromoca esgotando o estoque de eufemismos para explicar que a pobre idosa nao pode ali se sentar pois, em caso de um incendio com pouso e evacuacao de emergencia, empacaria o processo e muitos morreriam torrados porque a idosa entrochou uma saida.

Tenho pena de bandejeiros de luxo nessa epoca do ano. Sendo assim, escolhi o alto de julho para tirar minhas ferias – ja que sou uma super bandejeira de luxo com muito gramu e tenho amor proprio e muita pena de moi meme.

E, sendo tambem assim, pastei para conseguir um bilhete aereo para tirar ferias no Paquistao –adoro essa frase: “para tirar ferias no Paquistao”.

Minha primeira opcao, a luxuosa e favorita do Amaury Jr., a Emirates, estava lotada. Ja a Air Blue nao tinha voos nos dias que precisava voar – e nao estava com o menor saco de descer em Islamabad e fazer baldeacao de onibus ate Peshawar. A Air Arabia ate tinha lugares, mas opera voos apenas de/para Sharjah, o emirado ao lado de Dubai que goza de leis tao modernas como 20 chibatadas pra quem der as maos em publico.

A paquistanesa Shaheen e qualquer coisa e nao sou eu a louca que vai testar a seguranca da aeronave – especialmente apos tentar sem sucesso bookar um bilhete no site de cia. aerea mais tosco do mundo. Idem par a AeroAsia, afinal, se o budget e tao limitado que nem um site decente os caras tem, imaginem a manutencao dos teco-tecos. Uuuui.

Corri para minha agente de viagens la no Festival City, em Dubai. Afinal, na vida precisamos ter certos profissionais de confianca: o adorado cabeleireiro, o advogado truqueiro, o ginecologista de familia, e a agente de viagens que sempre encontra o que voce quer. Em menos de 2 minutos a Sindu, uma indianinha muito graciosa, encontrou um voo direto Dubai-Peshawar na classe executiva com precinho de economica nos dias que precisava.

Como sou frequent flyer da P.I.A. (afinal, ja estive no Paquistao algumas vezes), ja conhecia o servico e lhes digo: nem e tao ruim. Tem coisa muito pior no mercado (TAM, Alitalia) com aeronaves com algumas dezenas de anos antes de Cristo com manutencao porca e barrinha de cereal em voo Sao Paulo – Belem do Para (quando a Gol te da um pacote de amendoim, e o esperado, mas quando a TAM faz isso, Je-sus). Assim, nao vou dizer “nossa, mas que 320 enxutao”. Nao. A televisao da executiva tem projetor de tres cores (huahuahua, micaguei), os assentos sao desconfortaveis (couro azul marinho, que coisa Uber enfadonha, cada vez que me mexia ouvia aquele barulho semelhante a um flatus) e, pra falar bem a verdade, Airbus me da nervoso. Ainda mais quando o bichinho e antigo e menor que 330. Uuuh que coisa ruim que me da aquela turbina com barulho de ventuinha de computador velho.

Mas o servico compensa. Sempre voei com tripulacoes muito simpaticas e prestativas. E os homi, meu Deus, os comissarios sao lindos e a-do-ram puxar papo com estrangeiras branquelas desacompanhadas.

Outro ponto forte da P.I.A. e a comida de bordo. Sim, eu sei, que coisa de gordo (foda-se, walking whale is my Indian name), mas so entende quem adora comida de aviao (eu!), especialmente os que se divertem a valer no site airlinemeals.net (eu! eu!) e acabam escolhendo companhia aerea de acordo com a cara dos pratos (eu! eu! eu!) e nunca voariam Air Arabia (Dubai / Paquistao) que cobra para servir sanduiche (tipo Vueling espanhola) enquanto pode voar pelo mesmo preco pela saborosa Air Blue que tem um biryani de frango (eu! eu! eu! eu! eu!) no servico de bordo que e muito gostosinho.

No trecho Dubai – Peshawar (servico oferecido era cafe da manha) foi servido um omelete melhor que muito omelete de hotel cinco estrelas: molhadinho, recheado com queijo, derretia na boca. Acompanhado daquelas coisas de breakfast de americano gordo que a turca aqui adora: cogumelos, tomate grelhado, hash browns, aquele hediondo feijao adocicado que eu amo e miacabo quando faco desjejum no IKEA (que gorda eu sou, uhuhuhu) com opcoes de paes, iogurtes, geleias e essas coisas de cafe da manha. Achei sincero para o horario. Sem falar que te entrocham cha ate nao poder mais – cha preto (o Lipton Yellow Label) com acucar e creamer, hmmmm.

A unica coisa que me entristeceu foi a falta de paratha nas opcoes de paes. Paratha e imoral, ilegal e engorda: uma especie de pao frito no ghee, uma manteiga super gorda que deixa tudo com gostinho de quero-mais. E especialmente saborosa no cafe da manha acompanhada de um ovo frito com gema mole e pimenta do reino. Ok, ok, ponte de safena hello-ou. Mas se for ao Paquistao (hahaha) ou a India (mwuahuahua), experimente! A conta bancaria do seu cardiologista agradece.

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