festinha da empresa

Vai ser uma merda, mas estou fazendo esse esforço hercúleo pela socialização com minha nova e amada flatmate e porque meu melhor amigo quer ir a esse programa de índio. Qual a probabilidade de encontrar pessoas interessantes em uma festa dessas? Bem menor do que a probabilidade de encontrar pessoas que não gosto, lógico. Mas estarei lá firme e forte com meu tacape e meu apito na bolsa. Eu, os pataxós, as inglesas piranhudas com a pedicure no no bico do corvo, os txucarramães, os indianos com óleo no cabelo, os tupi-guaranis, as filipinas embriagadas miando por atenção, os aimorés, as búlgaras desfilando suas roupas da Bebe, os bororo e todo o resto de nome de rua do bairro de Perdizes e Moema. Vai ser uma merda, mas estarei lá. Estou me sentindo gorda e insegura e sei que vou encontrar gente que tá se achando depois de minha retirada estratégica da Sheikh Zayed Road. Vão falar mal de mim, mas que se fodam. Adoro minha nova flatmate e meu melhor amigo. E sei que vou esbarrar em conhecidos queridos.

Que falem, que critiquem meu vestido, que digam que minha Victor Hugo é do Karama. Que se fodam. Isso só dá um boost no meu ego, afinal, falem mal mas, pelamor, falem de mim. E digam, no final: aaaah, libanesa!
beijos-me-BBM
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Metrô em Dubai

Babei com esse time lapse. Fico emocionadinha porque vi as obras começarem na Sheikh Zayed, em frente ao meu antigo apartamento. A rota começa na Marina, passa por Al Barsha (moro nos 16 segundos). Entre 48 e 52 segundos dá pra ver o Burj Dubai, o edifício mais alto do mundo, aos 56 segundos entra na parte “nobre” da Sheikh Zayed Road (vivia no lado esquerdo do vídeo), segue em direção ao centro passando por Karama e Bur Dubai (trecho subterrâneo). Segue até o aeroporto e a sede da companhia aérea Emirates (prédio que aparece a partir de 01 min e 41 segs) e termina quase lá em Sharjah.

http://www.ireport.com/themes/custom/resources/swfplayer/mediaplayer.swf

* dica da Camilla

nessa casa tem goteira, pinga ni mim

Pois é, macacada. A rapadura é doce. Mas não é mole. Vejam só onde estou vivendo agora. O meu prédio é o quadradinho bege com heliporto em cima. Ao lado direito do Al Meraikhi Towers. Super bem localizado na Sheikh Zayed Road. Com o supermercado Union Corp ao fundo (que pertence ao Sheikh Maktoum, o chefe de Dubai), onde não se vende camisinha porque é proibido. Tenho um Starbucks ao lado de casa (odeio, mas na onde que tem Suplicy aqui? comofas? se não tem tu vai tu mesmo, neahn).

Os pobrema são as baratas, o mofo, o barulho 24 horas das obras da Sheikh Zayed…

Então que vamos todos nos mudar ao TECOM, um prédio super batuta lá em Al Barsha que fica a 20 minutos do Mall of the Emirates, onde Judas perdeu as ceroulas. Então que vou comprar minha bicicleta. E terei uma piscina. E viverei com meus amigos do Blue Building ao meu alcance.

Já comecei a empacotar. 😀

Imundiça em Dubai

Tá dando o que falar o tal artigo que mostra o lado negro de Dubai. Recebi o link de várias pessoas via Facebook, Orcúte, Twitter, e-mail, pombo-correio, you name it. Recebi e-mail de um amigo estadunidense perguntando se estava bem, até meu ex-namorado (enterra, enterra, Pavinatto, preciso muito do seu trabalho) me encheu a caixa do Facebook curioso sobre a matéria.

Não leu? Toma:
http://www.independent.co.uk/opinion/commentators/johann-hari/the-dark-side-of-dubai-1664368.html

É extenso, em inglês. Mas vale a pena para os que acham que Dubai é a última gota de sharbat no deserto.

O que eu acho? Hm, infelizmente hei de concordar sobre o que o jornalista escreve sobre o regime de escravidão. Isso ocorre e realmente é de cortar o coração, inaceitável e repugnante. Sobre o resto me resta a única pergunta: se não gosta, porque não vai embora?

É sabido que europeus e anglo-saxões ganham muito mais do que asiáticos e negros. Um zé mané da austrália que lavava pratos pode conseguir um cargo importante de direção em uma empresa apenas por ser branco. Isso é fato, não é uma conclusão minha baseada em afetações esquerdistas ou teorias da conspiração. Está na matéria.

Não é a toa que grandes empresas aprontam pataquadas nababescas. Resultado de péssima gestão de gente sem PhD algum. Juntar mão de obra branca sem qualificação com a mão de obra marromeno qualificada made in Líbano, Síria e Jordânia dá cada aberração que nem lhes comento.

E minha supracitada pergunta (aquela em negrito) é meu passatempo favorito entre os native English speakers que aqui vivem e reclamam de absolutamente tudo. Não voltam porque não querem trocar a Tucson pelo carro 1000 lá em casa. Porque não querem encarar um emprego das oito às cinco e ganhar 1/3 do que aqui conseguem. Porque lá em casa ninguém consegueria o mesmo cargo sem um bom mestrado ou MBA enquanto, aqui, um bom colegial basta.

Então, fios, enfiem o rabicó e aceitem que tudo na vida tem um preço. Odeio gente que cospe no prato em que come.

Sei que viver em Dubai tem seu lado amargo, SIM. Não faço a Pollyana. Eu bem conheço o meu. Odeio vários aspectos de Dubai, mas engulo seco porque aproveito tudo o que possa ser aproveitado. E, no final, ainda acho que estou em lucro.

Quando não mais estiver, empacoto tudo e ciao, farewell. E não, não vou chochar Dubai. Ao menos não os nativos e a cultura que me acolhe.

E se não agüenta muçulmano, o que diabos faz por lá? Vá cair bêbado em outro lugar, sô.

Chiqueza Dubaiana

Inspirada pela indagação do Pavinatto, vou começar a postar aqui um pouco do gramú dos chiques e famosos de Dubai. Não digo que vou postar toda semana porque não tenho disciplina pra nada. Mas vamos tentar, né.

E não me perguntem quem são essas pessoas, eu realmente ignoro e não assisto nem televisão por aqui. Mas pelo que vemos… É a nata do crème de la crème local. E como o novo rico é tendência por aqui, juntar dinheiro com a massa popular que venceu na vida is the new kibe, lhes agracio com todo o bom gosto que só os Emirados Árabes Unidos podem te oferecer.

Começamos com um dia agradável em Nad al Sheba, o nosso jóquei clube dubaiano. Com muito bom gosto, descontração e chapéus, vamos lá:

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Low budget também é tendência. Também amoadóro a Accessorize. É para todos os bolsos.

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Chapéu ao melhor estilo “Quem Mexeu no Meu Bolo?”. Porque só sobrou o prato do mesmo, na cabeça da tia.

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Festa de casamento de Amrita Arora (who?) e Shakeel Ladak (double who?). Porque é sabido que Dubai goza de um clima temperado quase nórdico, logo, a elegância do terno de veludo é sempre uma combinação clássica de bom gosto e versatilidade.

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Ah, esse eu conheço. É o Derek Khan. Estilista. Como dá para notar, é muito talentoso. Como diria meu grande amigo Alê… Volta pro pão, carne louca!

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Dubai é uma cidade cosmopolita. Tem tudo para todos os grupos, todas idades, todos os estilos. Você, amiga popozuda que adora calças da Gang e roupinhas da Handbook, abafaria na Zinc com esse estilão. Chique sem ser nababesco.

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Vai, bonita! Acredita! Não importa o que eles digam. Você é linda!

Dubai 27 graus o cacete, tá quarentão.

A imagem mostra 27. Mas parece que tá 40! Insuportável. E minhas flatmates desligam o ar condicionado. Complexo de pobre. Vão gostar de calor e umidade chez la maison du caraiô. Minha mãe diz que pobre é que nem barata: adora muvuca, porcaria, calor e umidade. Tão vendo essa névoa maldita na minha wheaterpixie acima? Na verdade é uma baforada de umidade de cheiro embucetado que fode com a sensação térmica e, obviamente, com a lisura do meu picumã.

Tirei essa foto da minha sacada. Vejam que malditinha essa névoa acima do mar. Pior é que tenho que caminhar até esse supermercado agorinha mesmo porque não tem nada na minha geladeira. Lá vou eu… Em cinco minutos me transformarei em um monstro pegajogo e suado e cheio de cabelinhos armados. AAARGH!!!

Mas vou comprar bolinho de canela. \o/

estou apaixonadaaaa

Gente! Não assisti “Singh is King”, mas vou correndo comprar o DVD. Estou perdidamente apaixonada pelo ator Sonu Sood. O grande problema é que o gostosón irá interpretar um TAXISTA EM DUBAI. E não sei se vou gostar. Mas se encontro um taxista assim, não sei se volto pra casa (e dava gorjeta, até). E sim, qualquer semelhança com um certo marido meu é mera coincidência. Não vejo a hora de ir pra Peshawar ver meu clone de Sonu Sood. Aaaah!!!