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alguém viu meu pulmão por aí?

Estou com uma gripe que veio com o pacote completo: dor de garganta, febre, nariz entupido, ausência de voz e uma tosse tão forte que preciso checar os arredores pra ver se o pulmão não saiu correndo.

Fui a clínica da empresa para cumprir a burocracia de olhar para o médico e provar que estou realmente doente – e nada mais, já que voltei pra casa com uma receita de PARACETAMOL.

O médico paquistanês com sotaque britânico não me deu nem um antiinflamatório. E ainda disse que só me daria antibiótico caso eu piorasse.

Defina PIORAR para uma pessoa cheia de catarro, sem voz e febre. Talvez se eu tiver uma pneumonia ele me dê algo mais fortinho? Quiçá um Bufferin?

Se fujo da pajelança ayurvédica (não acredito e nem perca seu tempo em me catequizar) caio nessa alopatia praticada por gente que acha que pessoas que vão a um hospital o fazem porque são hipocondríacas. Não é a toa que a galera por aqui morre aos baldes por diagnósticos tardios.

Teve gente que voltou pro Brasil com leucemia porque o médico achou que era uma ANEMIA. Ontem mesmo encontrei um amigo que rompeu um tendão e foi ao hospital aos prantos e o enfermeiro sugeriu que ele passasse pomadinha e voltasse pra casa ao invés de encaminha-lo ao médico para uma cirurgia de emergência.

E oi? Antibiótico eu compro no balcão de qualquer farmácia. Se fosse tão hipocô assim eu estaria implorando por Lorazepam que é muito muito muito mais legal qu’essas bosta.

É por essas que ando tão sem inspiração para escrever por aqui. Meu mundo anda bem cinzento, estou cansada de lidar com tanta cretinice. Terei que sair de casa nesse calorão de 45 graus (ar condicionado casa – calorão da rua – metrô gelado) pra comprar um antibiótico porque não tenho diploma de trouxa na minha parede.

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a volta da que não foi

Pois é. A viagem pra Hong Kong miou. S’as INVEJÓZA, na próxima eu só publico aqui depois da viagem feita. Na real mudei os planos na última hora porque os vôos para Sampa estavam lotados a partir do final de semana. Logo, tive que mudar os planos e viajar o quanto antes. Pretendia ficar até o final de semana que vem mas, well, esse real forte botou a brasileirada visitando a Índia por 24 x sem juros na CVC e os vôos estão lotados a partir de sexta. Logo, embarco agora pra Dubai ou fico aqui em São Paulo forévis.

Pois m’enfiei no Emirates 261 e cheguei em Sampa num humor daqueles. Passei 14 horas ao lado de um grupo de turistas de um estado brasileiro que não vou publicar (se escrevo que é RS tudo bem, quem não curte chochar gaúcho… mas qualquer outro estado causa uma revolta politicamente correta por aqui, então não digo de onde eram) que não calaram a boca. Porque, tipos… porque conversar se eles podem berrar né? POR 14 HORAS. Tô por dentro de toda a viagem da Jéquilin.

Atrás de mim um grupo de chineses que vinha de Pequim fazia um belo convescote nos assentos. Tinha muito cup noodles, muito bicho seco, muita alegria. Um gordinho abriu um bolo tipo bolo Pullmann e comeu aquilo como se fosse uma barra de chocolate! Hahaha! Em 15 minutos com mordidas enormes ele botou pra dentro um bolo mesclado do tamanho de um tijolo. Quando acho que já vi de tudo na vida… Mas eles eram bem divertidos e me ofereceram uns petiscos quando arranhei meu mandarim torto. Cara, sou a única pessoa no mundo que gosta de chineses?

Durante o embarque observo um paulista do interiô que anda de peito estufado exibindo o porte físico. Está vindo do Japão e exibe o corpitcho numa calça branca apertadinha, muito gel no cabelo tigelinha e muito chamego pra dar. Ele diz pro amigo “se essa Emireitis fosse boa mermo teria uma acadimia a borrrdo pr’eu poderrr maiá”. Hahaha! What’s not to love? Te segura, Geisilene, o Jocenildo tá chegando e com muito garbo e moeda forte pra dar.

E pra variar… Como ocorre em TODOS os vôos… Sempre vem um Tio Rashid (um tiozão libanês) puxar papo comigo no embarque. “Mashallah, eu tem um brima que barece muito você. Eu non quero ofender mas bode eu berguntar se você é libanesa?”.

Hahaha, né? Aaaah, libanesa!

Aí começa. De que cidade, de que família, qual dos teus primos é Mohammed e quem da tua família é cristão. O que faz, quando emigrou, por onde entrou no Brasil, tem lojínia em que lugar?

Wallah!

E assim foram 14 horas. E aqui estou. E logo logo encaro uma maratona semelhante e volto pra Dubai pra ficar com meu amô. Queria ficar mais tempo em Sampa mas o dólar baixo não deixa… 😦

Saudades do meu amô. Como diz minha amiga recifense (Mary, miss you): por 300g de linguiça a gente acaba carregando o porco inteiro. Né?

bêjo, neusas.

P.S.: Tony Goes, eu te amo.

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e por falar em saudade…

Pequim.

O celular diz que a temperatura na capital chinesa está negativa. Duvido. Almocei com meu amigo Bê perto da embaixada e estava confortável em uma legging, blusinha e casacão (aquele Calvin Klein Jeans desviado que as amygues botaram olho gordo, pois, ele manchou). Geralmente preciso de proteção térmica, segunda pele de heatech da Uniqlo (H&M japonesa, very bo-ring, mas com ótimas peças básicas que nos protegem no frio, o ruim é ter que comprar tamanho grande masculino, a não ser que você seja do tamanho da Hello Kitty), luvas e cachecol e gorrinho. Mas hoje serelepeei pela cidade com apenas uma camada de roupas básicas e um casaco. O céu ensolarado e sem smog. Almocei um set menu num restaurante bacaninha por 45 kuai – dez reais. O dinheiro que economizei em comida gastei em cerveja. Dez latinhas de Tsing Tao para levar um pouco do oriente distante ao médio em algumas horas de vôo.

Lendo jornais e blogs (apenas wordpress, blogspot é bloqueado aqui na terra do cadeirante Mao) invejo muita gente em minha terra natal. Não pelo samba, não pelo ziriguidum. Mas pelas tardes livres em uma São Paulo deserta, pelo cheiro de terra molhada na janela do meu quarto (culpa das plantas de mamãe na varanda), pelas pandegadas com amigos com pizza. Saudades das pizzarias de Higienópolis, saudades de pizzas que chegam em caixas redondas, saudades das azeitonas que nadam num mar de calorias de catupiry cremoso.

(o celular acaba de me chamar para a oração do crepúsculo, o maghrib. Tenho um celular islamicamente correto. Lembro que estou com fome e pedi uma pizza marguerita no room service. Sei que será horrível, mas não dá pra ligar na Veridiana)

Dubai

E quando chegar em Dubai terei uma maratona de compras de encomendas de mamãe e passagens aéreas. Planejo passar três dias em Hong Kong com uma amiga. O trecho Dubai >Hong Kong está tranquilo. Um emoticon feliz no sistema mostra que o vôo está vazio, ou seja, as chances de embarcar são enormes. Logo, emoticon feliz.

Depois planejo uma extendida a Pequim e o emoticon me faz cara de paisagem para vôos diretos (50% de chance de embarque) e me sorri conexões bizarras em Bangkok, Kuala Lumpur e Seul. Por fim me faz uma cara de melancolia para Dubai > São Paulo. A moeda forte botou os brazucas na estrada. Damn it! Vejo uma manhã de procura de assentos em vôos com conexão em Doha ou Istambul ou Frankfurt ou Zurich ou, na pior das hipóteses, em Joanesburgo.

Ou, em caso de apocalipse total na disponibilidade de passagens aéreas pra Sampa… Um delicioso Pequim > Sampa via Madrid. Jet lag de mil dias, dor nas costas e cinco sessões de drenagem linfáticam para desinchar e desamassar o que sobrar de mim.

E se todas as companhias aéreas me disserem não, oras, vou pro Paquistão. E não digo isso só pra formar rima.

Hong Kong

Colocarei o Orlistat (googla, fia) na mala porque a terra dos dim sum me aguarda. Mas dessa vez quero passear pelas outras ilhas, comer pencas de frutos-do-mar pescados na hora, ver o dia cair em paz. Queria sossego, planejava fazer isso em Phuket. Mas o marido gongou as férias na Tailândia e vai passar as MINHAS FÉRIAS expulsando inquilinos arruaceiros de uma casa que ele aluga lá em Peshawar. Conhecendo o pakistani way of life temo me tornar uma viúva antes da hora.

Nada melhor que colo de amiga e uma capital gastronômica para colocar band-aid na alma.

São Paulo

E quando chegar em Sampa quero passar o dia brincando com meu filhote, o Luis Antônio. Quero fazer mais ou menos isso aqui: http://mateipormenos.apostos.com/2011/03/06/ja-e-carnaval-cidade/ 

Meu carnaval será depois do carnaval, mas dane-se. Mágoa mesmo é mastigar pizza sem sabor num room service xexelento do Radisson pequinês, talvez o pior da cadeira em todo o mundo. Pelo menos a internet é de graça, a verdade é ácida e o kibe é cru.

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tempestade de areia

Estou jogada no sofa da sala. Cada parte do meu corpo doi. Voltei hoje de manha de Seul. Operei um voo de nove horas e vinte minutos e me sinto pior que um bife martelado. Mas sempre com fome e desejando que o bi-bim-bap levite, saia voando pela janela do restaurante coreano, cruze a Sheikh Zayed (devidamente bem embalado, afinal, la fora a visibilidade esta em 60%) e chegue aqui na minha porta. Estou tao exausta que tenho preguica de ligar pro chininha pra perguntar se rola entrega. Tenho preguica de argumentar com o tecnico da TV a cabo, afinal, inveja e uma merda e a Globo parou de funcionar. Inveja dos colegas que nao se conformavam que nosso satelite recebia sem custos adicionais.

E so pra avisar: nao mais respondo perguntas em relacao ao meu marido paquistanes no Formspring. Quando perguntam demais sempre da merda entre a gente. Sei que 10% das perguntas sao bem intencionadas, afinal, namorar um paquistanes e um trabalho pesado e muitas vezes queremos um manual de instrucoes. Infelizmente aprendi a mexer no meu sozinha. Agora guardo meus comentarios para minhas melhores amigas que tambem estao no mesmo barco. Coincidencia ou nao, desde que meu Formspring comecou a bombar tenho tido cada pepino no meu quintal que nem minha mae, viciada em Farmville, conseguiria colher.

Porra meu, inveja de marido paquistanes? Cultura machista, pais cagado, passaporte ruim – e ja gonguei comentario de menina que disse que eu precisava de “blow job” skilled visa pra segurar o homem, hahaha. Oe? E que voces nao veem 70% do que chega no meu e-mail, nos comentarios, no Formspring. Cansei de tantas palavras de odio. Estou na vibe apenas para palavras do coracao.

Tambem nao falo mais sobre minha dieta, meu corpo, meu apartamento novo e minhas viagens. Toda vez que recebo um “elogio” acabo engordando um quilo. Sem falar do meu anti-fa clube das barangas anonimas que me odeiam, que odeiam minha amiga Jules e por ai vai. Inveja e uma merda e nao sei o que essas gurias tanto me odeiam – tirando o fato de que sao feias pra cacete. Eu viajo o mundo mas vivo cansada e doente. Meu marido esta longe, engordei, estou longe da minha familia, que saco! Por favor arranjem outro foco.

Sim, estou naqueles dias. Com vontade de fechar o blog, me sentindo gorda e com saudades do meu marido. A vibe do mal foi tao forte que conseguiram cagar a conexao dele em Dubai e mandaram o homem direto pra Islamabad. Espero que estejam felizes – para as invejosas. Porque minhas amigas de verdade me dao colo, carinho e cafe com macarrons no Laduree.

Agradeco o eterno carinho de leitores querido, mas ta foda. Como diz uma grande amiga: “gente feia rouba, mata e da azar”. Pois na atual uruca que estou peco que me deixem em paz debaixo da minha nuvenzinha negra e procurem outra blogueira bonita pra gongar – porque de nada adianta mandar a pessoa parar de se preocupar com a vida alheia e fazer algo produtivo.

E puff, sumi.

P.S.: inveja de baranga e tao forte que perdi meu cabo de energia do Mac. Isso depois de ouvir de uma “amiga”: “nossa, que chique, ela tem um Mac, ui”.

Ou seja, a festa da uva acabou.

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Yasmin Feelings

Ando deprimida, mal humorada e com odinho do mundo. Fico feliz em saber que nao tenho motivo para tanto. Mas fico triste porque sei que isso e efeito da pilula, a maldita Yasmin, que, alem de engordar e me dar espinha, me escraviza emocionalmente em mudancas de humor bem bruscas. Como se nao me bastasse esse pardieiro hormonal em meu corpo, meus melhores amigos estao caindo ao meu lado em relacionamentos que nao dao certo e outros tipos de drama. E a gastroenterite. Sim, a culpa sempre e dos energeticos. Nessas horas da vontade de nunca mais engolir uma pilula, ligar as trompas e fazer a Angelina. Ate porque tenho medo de ter filho feio. Prefiro adotar um bonitinho no Cambodja ou uma paquistinha la no norte de Peshawar. Tanta crianca precisando de lar e eu aqui sempre fertil… Porra, Deus! Mas em tempos de TPM apocaliptica (porque a tensao que a Yasmin me da nao e bolinho), tenho my very own ways para lidar com isso:

1. Chocolate. E que se foda.
2. Compras. Salario caiu na conta, vou rica pro Mall e foda-se tudo.
3. Shahrukh Khan. Quando o hormonio aperta, acho ate esse baianao bollywoodiano bonito. Vou assistir My Name is Khan SOZINHA, vou chorar SOZINHA, vou me entupir de M&M SOZINHA. Foda-se.
4. Comprar um quadro com o rosto do Sheikh Mohammed para colocar na minha sala. Sheikh Mo e alegria, e Dubai, e curticao e toda a galera vai pirar. Acha baiano? Foda-se.
5. Cupcakes. Nunca os fiz, mas hoje os farei. Nao para engordar ainda mais o meu rabico, mas porque e aniversario de uma penca de arianos. Sim, sei, todos estao longe. Mas, foda-se.

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Arquivado em mimimi, TPM

todo mundo cantando com a bisca libanesa

Lembra quando a Xuxa nós xoxávamos? Aquele lance ‘Amor Estranho Amor’ com muuuito amor pros baixinhos? Pois é… Vejam essa da Haifa, uma libanesa que canta-dança-e-representa pagando de babá erótica. No meu país isso dá falatório.

http://www.youtube.com/v/5UjRoWpHAE8&hl=pt_BR&fs=1&

Pior é que não paro de cantar essa merda… “leik el wawa, bus el wawa, khale el wawa ysehhhhh, lamma bestu, el wawa sheltu, sar el wawa bahhhh”.

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Arquivado em Líbano, mimimi

Coisa que me irrita é passageiro de classe econômica exigindo privilégios de businness. A tia vai desenhar para que vocês entendam direitinho: não me importa se você é embaixador, apresentador de TV, pai de santo ou faxineiro. O que importa é: pagou econômica? Viaja de econômica. Come comida de econômica, usa banheiro da econômica.

Exercício de empatia da tia libanesa: quando você escolhe andar de taxi, você paga mais, certo? Para sair de A até B com maior conforto e sem povão muvucando. Imagine, agora, se seu taxista parasse para dar carona a alguns passageiros do Terminal Nova Cachoeirinha sem nenhum custo.
Você ficaria putão, né?
Pois bem, querido Otavio Mesquita e aspirantes. Antes de dar showzinho porque não quer usar o banheiro da econômica ou porque a nécessaire da cabine premium tem perfume Bvlgari, pense no exemplo do taxi.
Quer? Paga.
É caro demais e businness é privilégio para poucos? Bem, ninguém te disse que a vida era justa, não? Mas respeite os que pagaram por isso.

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