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balanço geral e bom ano-novo!

Não simpatizo com anos pares. Geralmente são anos que trazem mudanças em minha vida e, se são apenas coincidências, não sei não – mas acredito, assim como Einstein, que são as tais coincidências a forma escolhida por Deus para permanecer em anonimato. Meu natal foi horroroso: passei sozinha em Dubai comendo kebab paquistanês na ceia após um Nova York daqueles.

Naquele momento o universo parecia cospirar contra mim: recebi a notícia de que a empresa me tiraria do meu apartamento em Al Barsha onde, pela primeira vez, me senti em um lar; meu laptop deu pau, a companhia telefônica cagou no maiô me acusando de não ter pago minha internet quando, na verdade, falharam em cacelar minha conta, fiquei presa na imigração estadunidense por uma hora graças aos meus vistos pro Paquistão e mais uma coleção de outras pequenices tão agradáveis como uma hérnia de disco. Não estava sendo fácil, não é mesmo, Kátia cega?

Mas tudo passa, tudo passará. Né, Ned?

Ganhei uns dias off da empresa e fui pra Sampa. Colo de mãe, cachorrada e telefonema da melhor amiga são remédios milagrosos para a alma. Árvore de natal, comidinha de ceia, pavê de chocolate, Santos, Maria, piadas e comentários politicamente incorretos da mãe da libanesa… Benditos remedinhos!

Botei o pé no avião e surpresa: minha amiga Carol estava no vôo, minha comissária. Botei o pé em casa e recebi uma notícia maravilhosa: meu novo apartamento será no prédio que escolhi. Com quartinho para guardarmos coisas, quartos do mesmo tamanho, uma cozinha lindinha e sala espaçosa. Além disso serei vizinha de andar de duas das minhas melhores amigas ever, duas irmãs que, se você não se apaixonar a primeira vista, queridinho, você tem POBREMA.

Melhor ainda? LARA, MINHA LEITORA TAO QUERIDA, BEM VINDA!!!! Sem palavras para expressar minha felicidade em saber que você será minha colega, que vamos passar tardes tomando chá e fofocando ao vivo. Parabéns e seja bem vinda a melhor aventura que você terá em sua vida.

E desejo a todos uma ótima virada. Aos que estão cagados: melhoras, a maré de azar passa. Outro dia estava tendo chiliquinho com má-criação de golimar, hoje estou feliz e contente, all good vibes. Pois compartilho-as com vocês, amados leitores. Botem o copinho d’água na frente do monitor e façam uma oração, hahaha.

E se der uma sumida, pera lá: preciso empacotar minha vida e me mudar. Wallah!

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Arquivado em pobrema

sabedoria popular

“Moça, você mora na rua do Pão de Açúcre, né? … Que só tem açucre no nome porque os preços são salgados… Sim, os produto são o mesmo mas é os zóio da cobiça. Por exemplo, o mesmo produto que está no Pão de Açúcar é o que está no Santa Luzia. Mas eu não posso no Santa Luzia… É moça, no Santa Luzia tem os zóio da cobiça. Eu não tenho zóio da cobiça.”

“Esses presidente tudo fazeno guerra. Diviria entrar numa arena e sair no tapa. Ganha o país do presidente que ganhá. Tipo Bush e Saddam Hussain saindo no tapa… Eu acho que o Iraque estaria resolvidi se fosse assim.”

Geopolítica e economia em poucos minutos que ligam Pinheiros a Higienópolis. Adouuuro.

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Arquivado em filosofia, pobrema

eboing eboing

http://www.youtube.com/v/EVfGZImxJFk&hl=en&fs=1

Achei no Celso Dossi.

beijosmeliga no Líbano

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Arquivado em pobrema, tosco, video

:(

Tive um mini incêndio aqui em minha cozinha. Estava fritando quibe (hehe) e, de repente, a panela começou a pegar fogo. o_O Alguém me explica isso, please.

Acho que a bucetuda da panela que comprei no IKEA era realmente barata demais. Resultado: o fogão não liga. Lá vou eu ligar para a manutenção e me enfiar em mais uma guerra de facão, já que é necessário brigar para conseguir qualquer coisa em Dubai.

Assustador foi presenciar uma labareda a poucos centímetros de meu rosto e minhas mãos. Optei pelo cobertor de segurança que temos aqui para acabar com o fogo por abafamento e fiquei de stand by com o Hallon. Coisas que aprendemos quando aeromoçamos.

😦

Que merda.

Vou ter que ligar no libanês para pedir a janta (ou almoço às 23h30, já que acordei às 18h30 após retornar de Paris). Só porque comprei tudo para preparar pullao rice e dhal, amanhã.

E como sou gorda e não desisto nunca, fui checar se os quibes, pelo menos, estavam prontos dentro da frigideira tostada. Estão sim. E estão deliciosos.

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Arquivado em cotidiano, Dubai, merdão, pobrema

nine eleven

Mais um aniversário do onze de setembro se passou e o Dean Moriarty me enviou essa dica por comment (fonte: surra.org):

clique para ampliar porque nao sei fazer com que a imagem apareça gigantona aqui no post, duh!
Só comento uma coisa: tinha que ser a Pakistan Airlines. Huahuahuahuahua!
P.S.: estava voando Manchester > Dubai no 11 de setembro desse ano. Morrendo de medo de encontrar um Mohammed Atta na lista. Porque uma vez eu encontrei, huahuahua. Micaguei.
Pelo menos meu avião não foi sugado pelo LHC. Mais uma teoria da conspiração pro buraco.
E aí vamos ver se o mundo acaba em 2012, se o planeta Nibiru (Nabiru, esqueci o nome) vai passar pertinho da terra e deixar um monte de reptilianos pá cabá cum nóisi. Eu, pra variar, tô morrendo de medo.

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Caixinha de Iftar da Pakistan International Airlines, um terremoto pela manhã e um presidente leleco que vai aprontar todas!

Dedico esse post ao Clayton, meu novo miguxo que tem um dos melhores blogs de comida do mundo.

Acabei de voltar do Paquistão após uma viagem turbulenta. Não só pelos pobrema familiares (vixi), mas porque acordei com a cama chacoalhando levemente. Pensei “arre, Poltergeist”. Mas não, era terremoto, mesmo. Constatei pelo movimento da água na garrafinha. Não gostei. Neeext.

E na cidade (Peshawar), o maior climão durante as eleições. Várias barreiras militares para evitar atentado. Mas em Kohat (área tribal pertim de Peshawar) deu merda. Pra variar. Todo dia tem, por ali. Não gosto. Neeext.

E o viúvo da Bhutto, o Asif Ali Zardari, foi eleito. Pessoa do suuuper do bem, foi preso por corrupção, amargou alguns anos na cadeia e saiu bilu-bilu da cabeça. Doidinho mesmo. Vamos fazer um bolão pra ver quanto dura (valendo um quibe): digo três meses. Os talibans estão arretados. Vai dar merda. Neeext.

Então que embarquei no vôo PK 283 Peshawar-Dubai. Lá pelas 1h30 de vôo, nada de comida. Tipo, ok, a companhia aérea é islâmica e talz. Mas, poxa, não são apenas muçulmanos que voam nela. Eu queria meu lanchinho.

Pedi delicadamente para a comissária (muito respeito cas colega da catiguria). E o povão todo me olhando de cara feia. Fuck, don’t give me evils. Quer jejuar, jejua. Não quer, não jejua. Afinal, no Islam existe uma exceção para o jejum para aqueles que viajam. Então, meu amor, meu cu com chicken tikka.

Essa é a caixinha do Iftar. Rebobinando a fita: o Iftar é a quebra do jejum durante o Ramadan. Os comissários entregam no final do vôo. Mas como me guio pela exceção (e ainda mando flor pra Yemanjá), quis o meu durante o vôo.

Afinal, o entretenimento de bordo da PIA é uma merda (pelo menos nesse trecho, voado num Airbus 310-300) e, hoje, só tinha coral de criança cantando música islâmica. Eu, hein!

A maioria das revistas estavam em urdu. Tipos, nem falo idioma de terceiro mundo (só os meus, hah) e só me sobrou uma Economist.

O que fazer, então??? Comer, né!

Esse é o interior da caixinha. O saunduíche eu já tinha comido (um croissant gelado com spread de frango, horrível). Uma banana (ah, pensou que fosse uma melancia), uma caixinha com três tâmaras (no caso, uma tâmara e dois caroços pois, quando bati a foto, já tinha comido duas, eu dóro tâmara), uma xícara descartável para o chai, ketchup, leite em pó e… O que seria essa coisinha azul?

Ovo de páscoa? Guarda-chuvinha de chocolate da PAN? Bolinho?

Nãããão. Veja bem: tem a forma de uma coxa de frango.

Porque é uma coxa de frango! Kkkkkk. Arrasou. Vai fazer sucesso na rota Karachi-Praia Grande.

O melhor foi sair do avião e ver a galera se lambuzando na área das bagagens. Não resisti e saí cantando “mina, teus cabelo é da hora…”. Pelados em Santos, bee.

Ok. Sou muito trash – and I like it, I like it, yes I know.

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