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me tirem daqui!

É sabido que eu não gosto de viajar para a Australia. Estou em Sidney contando os minutos para voltar pra Banguecoque. Pois, pois:

– Tudo fecha as 7 da noite. Até a mega bookstore Kinokuniya. 😦 E era loja de mall, nem era loja de rua. Aí meu koo, né? Sou late night bird, não gosto dessas viadices.
– Tudo aqui é muito caro. Pois uma ida ao 7/11 me custou 12,40 dólares australianos e comprei APENAS 1 garrafa de água mineral, um pacote de crackers de arroz, um cup noodles.
– Pedicure vencida is the new trendy por aqui. Só pode ser. Muito pezinho feio com unha pintada de preto ou qualquer cor fosforescente. Pintadas assim, né… Tudo no toco, esmalte descascando e cutículas tão ressecadas que posso dizer I can spot your cuticles até 500 metros. Tá cara a pedicure? Faz em casa. Não tem tempo? Não usa sandália, pouuurra.
– Uniforme de australiana é shortinho com sandália gladiador. E unha do pé preta ou rosa fosforescente. Muito axé, minhazamiga.
– E os blokes daqui? Vixe. Tudo com pinta de surfista e cabelo espetado com pasta. Sem falar da combinação calça de qualquer tipo + Havaianas (a indústria brasileira agradece). Nada contra havaianas, mas homem que usa chinelas até para ir ao cinema ou restaurante ou é paquistanês ou é mal-vestido, mermo. Porque homem de chinelas, pra mim, é cu de rola (a não ser que você viva em Jericoacoara ou Papeete).
– Vi uns coreanos acocorados no chão, em um beco. Pensei “uhu, maconha get togheter”. Mas estavam comendo noodles, apenas. Huahuahuahua, g-zuz.
– Opera House é linda, sim. Também é a ponte grandona. A cidade é arrumadinha, limpinha. Mas não vi nada sensacional. Ok, os koalas são bichinhos bem bonitinhos. Dá vontade de apertar.
– Aqui a árvore de natal grandona também é atração. Esse fenômeno da baianice mundial ocorre em praticamente todas as grandes cidades do mundo. Mas enche mais o saco em São Paulo, onde pára toda a Avenida Brasil e comarcas adjacentes.
Vegemite é horrível. Parece de patê de cocô. Mas os TimTams são gostosinhos: wafers cobertos de chocolate. Você morde as pontinhas e usa como canudinho para chupar o leite com Nescau. Uma diliiiiiça, mas dá um dumping fodido.
Ok, vou parar de reclamar. O sushi, pelo menos, é barato. E gosto da brisa do começo da noite. Traz uma nostalgia gostosa de final de ano em Sampa. Do cheiro de Higienópolis no natal, antes da chuva da tarde.

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dê bookmark antes de viajar

Vale muito a pena ler esse post do blog “Saia pelo Mundo”: como organizar sua mala de mão, cadernos de viagem e seis passos que eu diria que são INDISPENSÁVEIS na hora de planejar sua viagem. Tão útil quanto esse post é o que a Geórgia escreveu sobre cadernos de viagem. Não viajo sem eles e, no final, ficam lindos e gordinhos recheados de recordações.

Minha dica pessoal é a seguinte: faça um lista de ítens indispensáveis como desodorante, chapinha (é, nem todo mundo é lisa como yo, chupa periferia), toca de cabelo, guarda-chuva. Já passei um perrengue f… em Lagos, na Nigéria, quando esqueci um desodorante e não pude sair do hotel para comprar outro. Ou mais um gasto desnecessário, em Hong Kong, com o sexto guarda-chuvas que compro em um ano.

Minha lista está plastificada e pendurada na porta do meu armário. E sempre que não faço o checklist… Deixo alguma preciosidade para trás e tomo um prejuízo lá na frente.

Estou de férias, em casa. Pesquisando minha viagem de final de ano com mamãe para algum destino asiático. Ainda não achei nada relevante publicado na blogosfera brasileira. Parece que brasileiro só conhece Nordeste, EUA, América do Sul e Europa. E as matérias asiáticas publicadas em alguns sites de viagens são tão toscas que parecem ter sido feitas no Wikipedia.

Mas as dicas desse site aí valem muito a pena. Até porque, juuuuro, toda vez que não sigo esses passos eu me f…

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Malaysia Boleh! (e a tal reserva…)

Estou no meu mês de reserva. Por um lado amargo em casa sem saber se vou viajar ou se posso voltar a dormir. Nem cocô dá pra fazer direito porque, vocês conhecem a máxima: Para que o telefone toque, basta ir ao banheiro.

O lado bom é que você não sabe para onde viajará. Logo, terá uma surpresa agradável (ou não) quando o telefone tocar e te mandarem para Kuala Lumpur (ou Beirute, a parte desagradável da surpresa – porque não saímos do avião e putaquepareeeo que vôo difícil). Isso se você estiver na reserva em casa (que gosto menos porque pode durar até 12 horas e dá uma preguiiiça).

Se estiver na reserva no aeroporto, o tempo de agonia é bem menor. O lado ruim é aguardar de uniforme, cabelo e maquiagem impecáveis. Mas, sei lá, fico mais preparada psicologicamente para voar uma vez que estou lá. Embora meu coração pare cada vez em que o funcionário receba um telefonema para selecionar algum tripulante e lhe dar uma sentença, confesso que prefiro esse tipo de tortura.

Pois lá estava eu matraqueando com um libanês, um eslovaco e uma australiana quando chamaram por uma “Ana”. Mas o número da identidade não coincidia. Mesmo assim, meu coração parou de bater por alguns segundos até que eu confirmasse que eu não seria a “felizarda” em um vôo para Joanesburgo com estadia de 48 horas.

A tortura piorou quando o funcionário chamou por “Sharina” e entendi “Karina”, lógico. O castigo? Lagos, na Nigéria. Tipos, o PIOR. Só não me caguei porque não tinha “feze” pronta. Mas a australiana me tranquilizou: “Seu nome é Ana Karina, não é Sharina!”. Huahua, obrigada, Chezz!

Continuamos gargalhando, bebendo café e comendo biscoitinhos digestivos no louge quando, finalmente, ouvi “Ana Karina” seguido da minha extensa coleção de sobrenomes. Bem, era eu mesma. A pessoa com o sobrenome mais longo da empresa, (praticamente uma Dom Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança e Habsburgo wannabe).

Aaaaah! Era euzinha! Tanto tanto que um amigo espanhol levantou-se no outro canto da sala para me dar os pêsames (tínhamos a mera esperança que voaríamos juntos para Nova York e nos jogaríamos no Guggenheim porque, quando estivemos juntos em Paris, fizemos as finas no D’Orsay e acabamos com nosso allowance no Cafe de la Paix). José é um amigo bibona de Asturias. Absolutamente louro de olhos escandalosamente verdes. Estava com saudades das nossas afetações em Alexandria, Paris e Dusseldorf. 😦

A sentença foi dita em voz alta: Kuala Lumpur! Wawaweewa! Tão boa que as culega aplaudiram! “Arrasa, racha!”, “se joga no Pavillion e em Bukit, muitas compras!”, “faça a fina das Petronas”. Saí saltitando e dando tchau de Miss Brasil para as amigas e corri para a sala de briefing.

O melhor foi reencontrar um amigo queniano-indiano no mesmo vôo, o Chirag, e, de quebra, voar com pessoas tão legais: uma búlgara que jurava que eu era Búlgara, um chefe de cabine paquistanês que me ensinou pencas de palavrões em urdu e me deu dicas maravilhosas de filmes indianos, um egípcio sem noção, um co-pitolo que era o clone do Mr. Bean versão indiana, um aprendiz de co-piloto que media 1,55m, uma australiana hiperativa e um piloto holandês que adora falar com passageiros através das caixas de som.

– É a sua primeira vez em KL? – indagou o queniano-indiano enquanto tentávamos nos recordar qual vôo havíamos feito juntos pela última vez.

– Você é Búlgara? – continuou Petya, a búlgara.

– Você fala árabe? – perguntou Ahmed, o egípcio sem-noção, em árabe.

Geralmente a tripulação esboça um mix de preguiça e mau-humor nos briefings que precedem os vôos. Mas esse grupo estava cheio de energia. Gosto muito disso, geralmente sou a única empolgada e acabam me perguntando se ingeri muito açúcar.

O vôo foi fácil. Não estava cheio, os passageiros estavam contentes e empolgados, a maioria estava em férias. As 06h20 entre Dubai e Kuala Lumpur passaram rapidamente a bordo e pousamos um pouco antes do previsto. Como não havia dormido antes da reserva, assim que cheguei ao hotel (ok, 10 minutos após ficar boquiaberta deslumbrando as Petrona Towers da janela do lounge do hotel, PQP, como são lindas quando iluminadas) tomei banho e capotei. Dormi como uma pedra até as 8 da manhã. Levantei e encontrei um bilhetinho sob minha porta.

Era um convite. Petya, a búlgara, me convidava para que me juntasse a ela, ao Chirag e Ahmed para um passeio nas cavernas de Batu. Pensei “que diabos!”. Estava com medo de me enfiar em algum programa de cacique. Porém, às vezes gosto de mandar guias turísticos às favas e me surpreender com um destino sem contar com prévias indicações…

Enfim. Fui. Posso dizer que aquele lugar arrancou meus pés do chão. Mas deixo isso para o próximo post, afinal, já está tarde aqui em Dubai e ainda preciso baixar as fotos da minha câmera.

Assunto para o próximo post. 😉

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blah! Peitiquinha, resfriado e elucubrações sobre meus programas de milhagem e férias com a minha mãe.

Sorry, meninas. Quando postei o comentário do Sig não quis desmerecer ninguém. Deixem minha opinião de lado, estou envelhencendo e pertenço a categoria de pessoas rabugentas, meio Dr. House. Postei essa passagem porque (1) acho o Sig FODA e (2) porque concordo em grande parte.

No mais, estou com um resfriado que me pegou de jeito. Estou em casa e não aguento mais. Estou até com vontade de trabalhar, oh please, me dêem uma boa dose de paracetamol porque isso não é normal.

Aproveito o tempo livre para planejar o gasto das milhas da TAM. Minha mãe vai de business pela TAM e eu, vou de econômica pela LAN. Tenho a impressão que vou me dar melhor, huahua. Mas rezo para que a TAM tenha um codeshare (acho que tem) com a LAN, assim voaremos no mesmo aparelho. Sem falar que a econômica da LAN apavora até a primeira classe da TAM (se é que a TAM tem primeira classe, cof cof cof).

Sou uma verdadeira polígama em se tratando de companhias aéreas. Tenho milhas com a LAN, Varig, Turkish Airlines, Pakistan International Airlines, Emirates Airlines, Air Blue (uma paquistanesa low cost), Air France e KLM. Minha carteirinha de cartões parece um mostruário e nunca tenho milhas suficientes para ir do nada a porra nenhuma.

E sim, lá vou eu para o Peru com a minha mãe. Ela me perguntou para onde iríamos durante a semana santa. Descartamos a Europa porque, que saco, ver Paris ou Barcelona ou Roma de novo… Não estamos a fim. Cogitamos a Grécia, mas ninguém merece férias em euros em tempos de crise – e o país do Zorba é caro bacarai.

Estados Unidos nem f…, já que meu visto de turista expirou e prefiro gastar minha energia com a minha habilitação em Dubai. Sem falar que dívida em dólar no cartão de crédito ninguém quer. Canadá, hm, é quase a mesma coisa. Mas a moeda é um pouco mais desvalorizada e o visto é um pouco mais fácil. E pá, blame Canada.

Queimei alguns neurônios pensando em me mandar pro Sri Lanka com minha genitora e mamar gostoso nos benefícios de passagens aéreas super baratas que gozo (e na economia de merda do país que me permite pagar um 5 estrelas gostoso – ah, também tenho desconto). Mas as milhas permaneceriam intocadas e expirariam. Logo, deixa essa parte do mundo com conexão pra Dubai para depois. Sem falar que o Chiquinho deve ter morrido (Chiquinho é o escorpião que vive no bolso do meu respectivo) e recebi uma proposta de passar uns dias no Sri Lanka com o mesmo, mas, sei lá, nem boto fé porque nessa altura do campeonato não sou obrigada.

Pensei no atual paraíso da classe média brasileira: África do Sul. O Rand (moeda local) está super em baixa e dizem que a Cidade do Cabo é linda. Mas sei lá se a TAM tem parceria com a South African e, bem, a SAA me dá coisas. Sem falar que é longe bacarai e não temos lá muito tempo (e eu teria que voltar pra Dubai para voar pra Joanesburgo). Mas não deixa de ser uma possibilidade, até porque os hotéis onde tenho desconto são bem joínha.

Optamos, então, em viajarmos confortavelmente pela boa e velha América Latina. Colômbia, Venezuela, Suriname? Não. Argentina, Chile, Guiana? Tampouco.

Vamos pro Peru. É bão, bunitcho e BARATO. Dessa vez vamos ao Titicaca baleiar um pouco. Se der, esticamos para Arequipa ou cruzamos até Copacabana, ali na Bolívia. Porque eu estou com lombriga de cenário andino, ceviche e tamales. E quero comprar uma bandeira de Cuzco para as calega aqui em Dubai, hehe.

Isso se não esticarmos para o Equador. Mas só se tiver show da Banda Deseo. Aí sim!

http://www.youtube.com/v/xAuG0c4RSEY&hl=en&fs=1

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um adendinho ao meu último post

Juro, jurava que era Sri Lanka até uma bicha que não vou dizer o nome (mas é tão obscura que mesmo dizendo o nome vocês não saberiam quem é porque ela é feia e ninguém na noitche) me encher o cacoete dizendo que era Tailândia.

Anyway, pelo pouco que vi confirmo que é Sri Lanka SIM e amei aquele pedacinho de terra. Já vou postar minhas impressões por aqui. Preciso encontrar o cabo da câmera e acabei de acordar, ainda tomando meu Ovomaltine e comendo humus (hm, dieta balanceada).

Anna Paulah, eu adoro música sertaneja. Me leva! Huahuahua.

Fred, me cago de rir contigo! Piro com o uniforme das Sriricas da Sri Lankan. Adoro aquele sari mostrando barrigas flácidas ou esgalambitas. Acho tendência. E finalmente vi uma neusinha com o uniforme novo da nossa empresa. Vou fazer regime já (ok, depois que terminar meu Ovomaltine) porque a boa notícia é que o novo é acinturado, listradinho e achei a bolsa um luxo. Já viu? Já estão usando naquele avião novo…

Anônimo, vou escrever sim. Voltei de Colombo, mas como AMEI devo voltar é logo!

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Save a Prayer

Estou arrumando as malas para voar para Colombo, a capital do Sri Lanka. O povo da empresa chocha, diz que o lugar é feio e pobre e cheio de malária. Penso no que diabos neguinho está fazendo nesse emprego se não consegue abrir ao menos um pouquinho a cabeça.

Sri Lanka sempre foi um dos lugares que mais tive curiosidade e estou TÃO feliz em ter um dia INTEIRO na cidade… E se o hotel não é dos melhores, adoraria relembrar meus coleguinhas que antes eles não pagavam nem um hostel na Europa.

Grata.

E me despeço com Duran Duran, afinal, sei que não é Sri Lanka e tal no clipe… Mas sempre achei que fosse, então tá então, huahuahua.

http://www.youtube.com/v/VCD4rtcOgHE&hl=en&fs=1

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lá vou eu pra Joanesburgo

Todo mês me mandam 2 ou 3 vezes para Joanesburgo. O chato é que deixo de conhecer mais uma do trocentos destinos para onde voamos. O bacana é que eu amo a África do Sul:

1. O povo é muito bacana, simpático e divertido bacarai. Sinto como se estivesse no Brasil;
2. A comida é tão boa como em São Paulo. A maioria dos supermercados tem seções ma-ra-vi-lho-sas de padaria, queijos, frutas e legumes;
3. A carne é de comer ajoelhada;
4. O álcool é baratíssimo. Você não vai pagar mais do que 15 reais em uma garrafa de Amarula;
5. A variedade de álcool é incrível. Tem vários tipos de licorezinhos com sabor de baunilha, toffee, amarula etc;
6. A polenta sul-africana, a pap, é um dos meus acompanhamentos favoritos;
7. Dá pra fazer safari! No Lion Park você pode pegar leão bebezinho no colo.
8. Tem Miriam Makeba everywhere. Adoro “tá com pulga na cueca”:

http://www.youtube.com/v/kCc61z9IFu4&hl=en&fs=1

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