verão pequinês

Uma tarde em Nan Luo Gu Xiang (南 锣 鼓 巷), um dos meus lugares favoritos em Pequim.

 

 

Anúncios

Uma coisa que me tira o bom-humor são essas “amigas” que amam demais. Não apenas seus companheiros, mas tudo e qualquer coisa que as rodeie.

Lembro de uma maluca que disse que me considerava uma irmã. O detalhe é que nunca fui tão próxima assim dessa garota – nos vimos poucas vezes na vida. Descompensação total e muita colocação pra pouco TÓCHICO: no primeiro desentendimento tomei um fatality que passei a ponderar muito sobre quem é amigo ou quem é doidinho de canequinha de lata amarrada na cintura.

Irmã eu tenho duas biológicas e mais uma agregada. Sou geminiana e preguiçosa demais pra cultivar certas acquaintances. E babaca de menos pra aceitar destemperos de mulheres “intensas”.

Não é que libanesa te despreza, não. É que libanesa realmente não poderia se importar menos.

dê um tapa na (dona da) peruca

É muito bom ter um bichinho. Meu maltichón (mistura de maltês com bichón) Luís Antônio é uma das maiores preciosidades da minha vida. Tenho muitos amigos que são loucos pelos seus animaizinhos de estimação.

Hoje de manhã descobri essa empresa. Uma galera que oferece serviços de perucas e fotografia para gatos. Porque se existe débil mental que vende esse tipo de serviço… É porque existe débil mental que compra.

Se eu fosse um gato fotografado, viraria aquele chimpanzé assassino que desfigurou a dona. Existe uma linha bem definida entre amar seus bichos de estimação e ser babaca para o baralho.

(eu já comprei uma roupa listradinha de abelhinha pro meu cachorro, mas ele se recusou a vestir kkkkk)

Meu Google Reader

E fi-nal-men-te aprendi a usar esse Google Reader. 🙂 Coisinha legal a valer, sempre soube da existência mas nunca tive tempo/paciência de fuçar. Nada melhor do que quatro horas de stand by no aeroporto fazendo PN pra aprender – jeca que sou, quase uma amish. Agora posso compartilhar todos os meus links e porcarias acumulados nos meus favoritos! Não é magia, é tecnologia!

Quem quiser me seguir, clique aqui. Quem não quiser que vá… Deixa pra lá.

alguém viu meu pulmão por aí?

Estou com uma gripe que veio com o pacote completo: dor de garganta, febre, nariz entupido, ausência de voz e uma tosse tão forte que preciso checar os arredores pra ver se o pulmão não saiu correndo.

Fui a clínica da empresa para cumprir a burocracia de olhar para o médico e provar que estou realmente doente – e nada mais, já que voltei pra casa com uma receita de PARACETAMOL.

O médico paquistanês com sotaque britânico não me deu nem um antiinflamatório. E ainda disse que só me daria antibiótico caso eu piorasse.

Defina PIORAR para uma pessoa cheia de catarro, sem voz e febre. Talvez se eu tiver uma pneumonia ele me dê algo mais fortinho? Quiçá um Bufferin?

Se fujo da pajelança ayurvédica (não acredito e nem perca seu tempo em me catequizar) caio nessa alopatia praticada por gente que acha que pessoas que vão a um hospital o fazem porque são hipocondríacas. Não é a toa que a galera por aqui morre aos baldes por diagnósticos tardios.

Teve gente que voltou pro Brasil com leucemia porque o médico achou que era uma ANEMIA. Ontem mesmo encontrei um amigo que rompeu um tendão e foi ao hospital aos prantos e o enfermeiro sugeriu que ele passasse pomadinha e voltasse pra casa ao invés de encaminha-lo ao médico para uma cirurgia de emergência.

E oi? Antibiótico eu compro no balcão de qualquer farmácia. Se fosse tão hipocô assim eu estaria implorando por Lorazepam que é muito muito muito mais legal qu’essas bosta.

É por essas que ando tão sem inspiração para escrever por aqui. Meu mundo anda bem cinzento, estou cansada de lidar com tanta cretinice. Terei que sair de casa nesse calorão de 45 graus (ar condicionado casa – calorão da rua – metrô gelado) pra comprar um antibiótico porque não tenho diploma de trouxa na minha parede.

ursinhos e bolinhos, Londres e Seul, Sinhozinho Malta e Viúva Porcina.

O sentimento mais estranho que tenho entre vôos que são muito próximos (cheguei ontem de Londres, saio hoje de noite para Seul) é a perda total de noção de tempo. No total foram serão umas 40 horas em cada entre um duty e outro. E parece que dormi apenas umas 12 em pequenas porções ao longo desse dia / noite / dia / comecinho de noite. Estou no final do meu ciclo menstrual, com resíduos de uma gripe que me derrubou e sinto os efeitos da anemia (quem menstrua fica anêmica, vejam só que crueldade é ser mulher): vontade de dormir mais umas 20 horas e encher o loló de açúcar.

Achava que iria pra Bangkok, mas errei ao consultar minha agenda. Nessas poucas horas que passei acordada não respondi e-mails e cultivei uma preguiça incrível: ela agora está gorda e letárgica. Estou com uma votade master de ingerir açúcares e abrir um ovo de páscoa que minha mãe me deu com o desespero de um pobre que vê um caminhão de Coca-Cola tombado na rodovia.

Amigos, me desculpem mas estou um tanto introspectiva. E-mails eu responderei quando chegar. Nesses dias de inexistência estou aqui comendo meu delivery de comida tailandesa e assistindo Roque Santeiro. E não, não estou reclamando. Só constato que esse meu jeitinho ermitão está virando trend em minha vida – pelo menos no período curto entre dois vôos.

Deixo uma linda imagem de cupcake de ursinhos na praia pra vocês. Vejam só que coisa fofa e literalmente açucarada. Pra aprender a fazer essa tosquice meiga, cliquem aqui.

beijos,

Neusa.

Categorias TPM